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Parceria científica da Codevasf com UFAL vai ampliar pesquisa em aquicultura

A realização de pesquisas científicas no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume será reforçada com uma nova parceria. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que gere a unidade, acaba de celebrar acordo de cooperação técnica com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), cujo prazo de vigência previsto é de cinco anos, para possibilitar a realização de atividades acadêmicas conjuntas entre as duas instituições.
publicado: 03/10/2016 07h50, última modificação: 20/06/2018 17h32

A realização de pesquisas científicas no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume será reforçada com uma nova parceria. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que gere a unidade, acaba de celebrar acordo de cooperação técnica com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), cujo prazo de vigência previsto é de cinco anos, para possibilitar a realização de atividades acadêmicas conjuntas entre as duas instituições.

O principal objetivo do acordo de cooperação é a utilização das instalações do Centro Integrado de Betume para a realização de atividade de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação e pós-graduação da UFAL. A parceria deve ampliar as pesquisas científicas realizadas no CIB, com participação de docentes e técnicos das duas instituições. Em Sergipe, a Codevasf mantém acordo de cooperação semelhante com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Universidade Tiradentes (Unit).

A engenheira de pesca Ana Helena Gomes da Silva, chefe do Centro Integrado de Betume, disse que uma das metas é possibilitar também a capacitação de profissionais e de produtores. “Temos pesquisas realizadas junto com a UFAL e já realizamos outras atividades práticas em nossa estrutura, como uma aula de construção de viveiros para estudantes da universidade, aproveitando que o nosso centro passa por uma reforma. Com o acordo de cooperação, vamos fortalecer uma parceria que já existia na prática”, explicou Ana Helena.

Luciano Amorim, professor do curso de Engenharia de Pesca da Unidade da UFAL em Penedo, afirmou que o novo acordo de cooperação reforça o relacionamento da universidade com a Codevasf, iniciado em Alagoas no ano de 2007. “Com a celebração dessa nova parceria com o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume em Sergipe, ampliamos ainda mais as nossas ações para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no baixo e médio São Francisco”, declarou.

A parceria deve viabilizar a realização de estudos relacionados a questões como o cultivo de peixes de interesses econômico e ecológicos para a região, o acompanhamento da pesca de espécies nativas, o repovoamento do rio São Francisco, as tecnologias de pescado, entre outros temas. Os trabalhos conjuntos também devem abranger a conservação do rio São Francisco, incluindo o seu monitoramento e a análise dos impactos da ação do homem ao longo dos anos.

No início de 2016, a Codevasf concluiu a primeira etapa das obras de ampliação e modernização do Centro Integrado de Betume, localizado na zona rural de Neópolis. A segunda fase da reforma, que inclui a construção e reforma de viveiros, a pavimentação de vias de circulação internas, a reabilitação do sistema de captação e a reforma do reservatório de compensação, está em andamento. O investimento na ação é de aproximadamente R$ 4 milhões.

Recomposição da ictiofauna

Os sete Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura implantados e geridos pela Codevasf em quatro estados são considerados referência no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias de reprodução, larvicultura e alevinagem de espécies nativas do rio.

Por meio deles, a Codevasf atua na preservação da ictiofauna das bacias hidrográficas, bem como em sua revitalização, por meio da realização de peixamentos e pesquisas aplicadas.

Até hoje, mais de 134 milhões de peixes foram produzidos para a recomposição e manutenção da ictiofauna com espécies nativas do São Francisco e espécies não nativas destinadas ao apoio da piscicultura na bacia. Para os peixamentos foram destinados 73 milhões de nativas, entre elas cari, pacamã, piau, curimatã pacu, curimatã pioa, matrinxã e piaba.

“Os peixamentos visam não apenas à revitalização do rio, mas também à sustentabilidade da atividade pesqueira com o aumento da abundância de peixes e a diminuição da pressão do esforço de pesca sobre algumas espécies mais visadas, além de adicionalmente possibilitar a recuperação de espécies de peixes em processo de extinção”, destaca o Diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Inaldo Guerra.

“Os peixamentos também são uma importante forma de divulgar conceitos de educação ambiental com foco nos recursos pesqueiros e ictiofauna da bacia do São Francisco”, aponta.

Segundo o chefe da Unidade de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, Leonardo Sampaio, a ação ajudar a manter o estoque de peixes e a biodiversidade do rio.

“Além de cuidar da saúde do rio, a ação garante a continuidade da pesca, resultando no desenvolvimento econômico e segurança alimentar da população da região. No primeiro semestre de 2016, os Centros Integrados já produziram cerca de 4 milhões de alevinos de espécies nativas e foram realizados 29 peixamentos. A expectativa é que esses números aumentem ainda mais até o final desse ano”, afirma Sampaio.

Aniversário da descoberta*

Nesta terça-feira é celebrado o aniversário de “descoberta” do Rio São Francisco, feito atribuído aos navegadores Américo Vespúcio, genovês, e André Gonçalves, português, em 4 de outubro de 1501. Neste ano, o feito estaria portanto completando 515 anos.

Os índios, que já habitavam a bacia do rio São Francisco, chamavam o rio de Opará, que significa rio-mar. Com a chegada de Vespúcio o nome logo seria alterado para rio São Francisco, em homenagem ao dia de São Francisco de Assis.
O berço do São Francisco fica na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas (MG). Da nascente, ele percorre cerca de 2.800 quilômetros até desaguar no Oceano Atlântico, passando por cinco estados; além de Minas Gerais, o rio banha as terras de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

A passagem do São Francisco por Sergipe começa no município de Canindé do São Francisco, região do Alto Sertão Sergipano, junto à barragem de Xingó, pela margem direita. A partir daí percorre cerca de 240 km até o oceano, no município de Brejo Grande. Os principais afluentes no estado são os rios Curituba, Capivara, Campos Novos, Guararu, Poção e Betume.

Todo o vale sanfranciscano ocupa uma área aproximada de 620 mil quilômetros quadrados, incluindo 505 municípios, com uma população de cerca de 18,2 milhões de pessoas.

*Com informações do CBHSF

Veja fotografias ilustrativas:
https://www.flickr.com/photos/codevasf/albums/72157673412624040

Ouça as notícias da Codevasf:
https://soundcloud.com/codevasf