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Dia Mundial da Água: Revitalização do rio São Francisco gera emprego e renda em Minas Gerais

Na semana em que foi comemorado o Dia Mundial da Água, com o lema “investir em água é investir em empregos”, a 1ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com sede em Montes Claros (MG), ressalta a importância das ações de recuperação e controle de processos erosivos desenvolvidas pela empresa na região. As ações, que fazem parte do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, têm contribuído para a sobrevivência do rio e para a revitalização de vários afluentes e córregos, antes considerados intermitentes e hoje perenes na maior parte do ano – possibilitando, assim, o ressurgimento da agricultura familiar para milhares de famílias.
publicado: 24/03/2016 19h04, última modificação: 20/06/2018 17h34

Na semana em que foi comemorado o Dia Mundial da Água, com o lema “investir em água é investir em empregos”, a 1ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com sede em Montes Claros (MG), ressalta a importância das ações de recuperação e controle de processos erosivos desenvolvidas pela empresa na região. As ações, que fazem parte do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, têm contribuído para a sobrevivência do rio e para a revitalização de vários afluentes e córregos, antes considerados intermitentes e hoje perenes na maior parte do ano – possibilitando, assim, o ressurgimento da agricultura familiar para milhares de famílias.

Com investimentos de aproximadamente R$ 50 milhões, a Codevasf – em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), a Fundação Rural Mineira (Ruralminas) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG) – iniciou a implantação de infraestruturas para conservação e revitalização de 165 sub-bacias em 162 municípios mineiros.

O gerente regional de Revitalização em Minas Gerais, Sidenísio Lopes, afirma que de acordo com o plano de trabalho a ser executado pela Codevasf e seus parceiros até 2017 constam, aproximadamente: proteção de 1.850 nascentes; cercamento de 1.500 quilômetros de matas ciliares e de topo de morro; construção de 70.000 bacias de captação de água de chuva; construção de 3.700 quilômetros de terraços; e readequação de 481 quilômetros de estradas rurais. Dessas ações, que tiveram início em 2008, cerca de 50% já estão concluídas.

“Com essas intervenções, os lençóis freáticos serão alimentados e, consequentemente, haverá um aumento das vazões das nascentes”, explica Sidenísio Lopes.

Segundo Dimas Rodrigues, superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, esse trabalho têm proporcionado bons resultados em vários locais onde foram executados, melhorando a produção e a produtividade agrícola em pequenas comunidades rurais, criando novas frentes de trabalho com a exploração de pequenas produções agrícola que, normalmente, são comercializadas nos mercados locais.

Um exemplo são as ações que a Codevasf realizou na microbacia do córrego Cachoeirinha, no município de Itaúna, com construções de terraços, bacias de captação de água de enxurradas e cercamento de matas de topo e ciliares.

Para o beneficiário e produtor rural Carlos Roberto de Souza, morador de Itaúna, os resultados que são colhidos hoje são significativos: uma nascente localizada em seu terreno, que há muito havia secado, voltou a fazer correr água durante o ano inteiro. “Foi uma benção, acabaram-se os meus tormentos com a falta de água para o gado e até mesmo para consumo humano”, conta.

Outro exemplo é o da comunidade de Caiçara, no município de Glaucilândia, onde, após dez anos de implantação das obras de revitalização em áreas degradadas na sub-bacia do rio das Pedras, pequenos Revitalizaçãoprodutores rurais voltaram a produzir verduras, legumes e frutas.

Uma vez por semana o produtor rural Joaquim José dos Santos leva a produção agrícola – principalmente abóbora, milho verde e maracujá – para ser comercializada nos mercados das cidades de Glaucilândia, Juramento e Montes Claros.

“Seu Joaquim”, como é mais conhecido na região, conta que depois de muitos anos voltou a fazer o que mais gosta, que é plantar, com a certeza de que vai colher, e não perder a produção por falta de água. “Quando começaram fazer terraços nos nossos morros e construir essas barraginhas, eu permiti que fizessem no meu terreno porque não tínhamos água para mais nada, mas a permissão foi feita com muita desconfiança dos resultados. Hoje dou graças a Deus e à Codevasf pela recuperação das nascentes no meu terreno, que permite a toda minha família trabalhar e viver dessa atividade agrícola”, comemora.

“Essas ações de contenção de processos erosivos e de recuperação de nascentes são de vital importância para a recuperação dos recursos hídricos da bacia do rio São Francisco – em particular, as ações realizadas no estado de Minas Gerais, que contribui com cerca de 73% das águas que formam o rio”, destaca o diretor da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Eduardo Motta.

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