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Codevasf monitora ictiofauna e qualidade da água do rio São Francisco em Sergipe

Uma nova campanha de monitoramento da porção sergipana do rio São Francisco foi concluída nesta sexta-feira (23) pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A ação, executada pelo Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, tem como objetivo analisar a qualidade da água e a situação da ictiofauna no Baixo São Francisco Sergipano. Os trabalhos tiveram duração de uma semana.
publicado: 23/09/2016 17h28, última modificação: 20/06/2018 17h32

Uma nova campanha de monitoramento da porção sergipana do rio São Francisco foi concluída nesta sexta-feira (23) pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A ação, executada pelo Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, tem como objetivo analisar a qualidade da água e a situação da ictiofauna no Baixo São Francisco Sergipano. Os trabalhos tiveram duração de uma semana.

As campanhas de monitoramento do rio São Francisco são realizadas pela Codevasf duas vezes ao ano na região, sendo uma no período de estiagem e outra no período chuvoso. As amostras de água e as espécies de peixe coletadas no rio são analisadas no laboratório do Centro Integrado de Betume, onde ocorre a verificação de parâmetros de qualidade da água, como salinidade, pH e presença de sólidos dissolvidos. Também são verificadas as diferentes espécies encontradas no rio durante o período de monitoramento.

O engenheiro de pesca da Codevasf Iru Guimarães diz que os dados gerados durante o monitoramento contribuem para o planejamento de políticas públicas. ““A principal importância é gerar informações sobre a ictiofauna do rio São Francisco ao longo do tempo, se houve aumento, diminuição ou surgimento de espécies de peixes. São informações que servem para o manejo sustentável, para pesquisas de universidades e para o gerenciamento dos peixamentos que realizamos durante o ano””, explica.

Com duas campanhas de monitoramento realizadas ao ano, os técnicos do Centro Integrado de Betume conseguem observar o comportamento sazonal da ocorrência de espécies e planejar peixamentos para suprir o estoque de espécies que vêm sendo encontradas em menor quantidade no rio. E a análise da qualidade de água, além de atender à São FranciscoResolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), fornece informações que podem subsidiar pesquisas e indicar se a água é apropriada para a reprodução de peixes ou para consumo humano.

““Existem espécies nativas do Baixo São Francisco que não são mais encontradas e uma das análises que fazemos é verificar se a qualidade da água está impactando nessa mudança. Outro aspecto é verificar a influência da água do mar. Já observamos determinado grau de salinidade, nada preocupante, mas isso serve de alerta porque o rio São Francisco também é utilizado para captação de água potável e abastece o estado de Sergipe praticamente inteiro””, afirma Anilvison Cavalcante, químico que atua no Centro Integrado de Betume.

No início de 2016, a Codevasf concluiu a primeira etapa das obras de ampliação e modernização do Centro Integrado de Betume, localizado na zona rural de Neópolis. A segunda fase da reforma está em andamento e inclui a construção e a reforma de viveiros, a pavimentação de vias de circulação interna, a reabilitação do sistema de captação e a reforma do reservatório de compensação. O investimento na ação é de aproximadamente R$ 4 milhões.

Veja fotografias:
https://www.flickr.com/photos/codevasf/sets/72157673079380302

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