conteúdo

Estreito

por Antônio Luiz de Oliveira Correa da Silva publicado 31/07/2018 13h09, última modificação 06/07/2021 10h42

Localização: Municípios de Urandi e Sebastião Laranjeiras (BA) - Médio São Francisco
Polo de Desenvolvimento: Guanambi
Área Irrigável: 7.973 ha
Área Ocupada: 2.783 ha (2.768 lotes familiares e 15 ha — lotes empresariais)
Dados da infraestrutura:128 km de canais; 48 km de adutoras; 355 km de estradas; 297 km de drenos; 3 estações de bombeamento.
Fonte hídrica: Barragens de Estreito e Cova da Mandioca - Rio Verde Pequeno
Vazão outorgada vigente: 40.898.398 m3.ano-1
Investimento até 2020: Estreito I/III: R$ 135.277.530,68; Estreito IV: R$ 430.303.852,07; Barragem Cova da Mandioca: R$ 78.406.101,58
Início de funcionamento: Estreito I/III: 1975; Estreito IV: 2004
Início da cogestão: 1995

O PPI Estreito possui quatro etapas somando uma área irrigável de 7.973 ha. A fonte hídrica é constituída pela barragem de Estreito, construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e pela Barragem da Cova da Mandioca, construída pela Codevasf, ambas interligadas por um canal também construído pela Codevasf. Possui três núcleos habitacionais, contando com três escolas e um posto de saúde (CODEVASF, 1999). O projeto tem enfrentado grandes problemas com a escassez hídrica nos últimos anos, tendo sua captação reduzida devido a imposição da Agencia Nacional de Águas (ANA). Parte dos produtores conseguiu manter o cultivo devido à construção de poços artesianos, mas a área cultivada foi reduzida em torno de 75%.

Produção agrícola

estreito_vbp.jpg

Figura 1: Evolução do Valor Bruto de Produção do projeto Estreito, entre os anos 2016 e 2020.
Fonte: Do autor, 2021.

estreito_culturas.jpg

Figura 2: Principais espécies cultivadas no projeto Estreito, de acordo com o VBP, no ano de 2020.
Fonte: Do autor, 2021.

Características da Produção

 A Há predominância da exploração da banana que representa 43% do VBP, seguida pelo maracujá (21%), da manga (10%), e das culturas temporárias, feijão (9%) e mandioca (5%)  (Figura 2). A área cultivada com a banana, em 2020 correspondeu, em termos percentuais, a 38% da área total sob cultivo no projeto. As culturas permanentes ocuparam 75% da área e o projeto possui unicamente lotes familiares.

A Figura 1 mostra a evolução do VBP ao longo dos anos, e como pode ser observado o VBP teve um aumento de 42 % em 2017, em comparação ao ano de 2016, caindo 31% em 2018. Essa diferença deve-se principalmente ao preço da cultura da banana. Em 2017 o preço médio da tonelada da banana nanica foi de R$ 960,00 e da banana prata R$ 1.510,00,  já em 2018 esse preço caiu para R$ 810,00 e R$ 1.010,00, respectivamente. Em 2019 este preço subiu para R$ 830,00 e R$ 1.229,00 respectivamente e em 2020 ficou em R$ 1.450,00 para a banana nanica e R$ 1.520,00 para a banana prata.

Embora a crise hídrica continue comprometendo a produção do projeto, o mesmo vem se recuperando ano a ano. Porém, esses valores ainda estão abaixo daqueles observados em 2013, ainda evidenciando os efeitos da crise na produção desse projeto.

Os principais sistemas de irrigação utilizados são a microaspersão, superfície e aspersão

Potencialidades

Estima-se a geração 992 empregos diretos, 1.488 empregos indiretos e 337 empregos induzidos, além da produção de 8.895 t e do VBP de R$ 11.408.939, em 2020.