conteúdo

Cotinguiba/Pindoba

por Antônio Luiz de Oliveira Correa da Silva publicado 31/07/2018 12h45, última modificação 18/02/2021 17h17

Localização: Municípios de Japoatã, Neópolis e Propriá - SE – Baixo São Francisco.
Polo de Desenvolvimento: Baixo São Francisco
Área Irrigável: 2.232 ha
Área Ocupada: 2.232 ha (1.918 ha – lotes familiares, 296 ha – lotes empresariais; 18 ha – outros)
Fonte hídrica: Rio São Francisco, Riacho Pilões e Ribeira
Vazão outorgada vigente: 66.702.024 m3.ano-1
Investimentos até 2019: R$ 75.893.638,72
Dados da infraestrutura: 96 km de rede de irrigação (57 km em canais e 39 km em tubulação); 63 km de drenos, 48 km de estradas; 13 km diques, 16 estações de bombeamento
Início de funcionamento: 1982
Início da cogestão: 1998

Com a construção da barragem de Sobradinho, com vistas à regularização da vazão do rio São Francisco para garantir a geração de energia nas usinas hidrelétricas do sistema CHESF em 1973, ocorreu mudança no regime cíclico de enchentes e vazantes que propiciava a exploração agrícola de subsistência ao longo das suas margens. Dessa forma, visando mitigar os impactos negativos sobre o sistema de exploração agrícola afetado, foram equipados com infraestrutura de irrigação que permite o cultivo do arroz irrigado por submersão, com melhores padrões tecnológicos do que o sistema tradicional.

O fato da barragem de Sobradinho ter desativado os meios de sobrevivência da população ribeirinha do Baixo São Francisco, obrigando ao poder público a buscar alternativas para mitigar os efeitos negativos provocados, por si só, caracterizou estes projetos como de interesse social.

Os produtores residem em povoados situados na periferia do Projeto.

O projeto foi concebido e implantado exclusivamente para assentamento de pequenos irrigantes (colonização). Em 1992, por força de distorções ocorridas na sua ocupação, a diretoria da CODEVASF aprovou a alteração do modelo original, permitindo o acesso de pequenos e médios empresários em até 20% da área. Este acesso vem sendo feito de forma progressiva, mediante disponibilidade de áreas em processo de regularização fundiária.

Produção agrícola

 

cotinguiba_ev.jpg

 

Figura 1: Evolução do Valor Bruto de Produção do projeto Cotinguiba/Pindoba entre os anos 2016 e 2019.
Fonte: Do autor, 2020.

cotinguiba_pc.jpg

Figura 2: Principais espécies cultivadas no projeto Cotinguiba/Pindoba, de acordo com o VBP, no ano de 2019.
Fonte: Do autor, 2020.

Características da produção

Há predominância do cultivo em lotes familiares e culturas temporárias. Em 2019, o arroz representou 68% da área cultivada e 58% do VBP, seguido pelo milho com 16% da área cultivada e 12% do VBP. Dentre as culturas permanentes, o coco e a grama participaram, cada um, com 8% do VBP, como mostra a Figura 2. Em 2019 houve um aumento de 56% no VBP total em relação ao ano anterior. Esse aumento deve-se principalmente ao aumento na área cultivada total e ao aumento no preço médio do arroz, (FIGURA 1).

Houve registro da produção em lotes empresariais em apenas 8% da área cultivada no projeto, respondendo por 10% do VBP.

A aquicultura e a bovinocultura ocuparam uma área de 16 ha e geraram um VBP de aproximadamente R$ 2 milhões (TABELA 1).

Os principais sistemas de irrigação são superfície e aspersão.

Tabela 1: Espécie, área ocupada, produção e VBP da piscicultura e da bovinocultura no ano de 2019.

cotinguiba_pec.jpg

Fonte: Do autor, 2020.

Potencialidades

Estima-se a geração de 1.708 empregos diretos e 2.561 empregos indiretos, com a produção estimada de 12.343 t de alimentos em 2019.