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Codevasf e Incra incluem assentamentos de Alagoas em projeto de palma forrageira resistente à cochonilha

publicado: 11/05/2022 14h59, última modificação: 11/05/2022 14h59

Agricultores de assentamentos da reforma agrária em Alagoas agora são agentes multiplicadores de mudas de palma forrageira resistente à cochonilha do carmim, no semiárido alagoano. A iniciativa atende ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), parceiro do projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com recursos de R$ 4,9 milhões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Codevasf e Incra incluem assentamentos de Alagoas em projeto de palma forrageira resistente à cochonilha 4.jpgA palma forrageira é o principal alimento utilizado pelos agricultores do semiárido brasileiro na dieta de seus rebanhos. No entanto, os cultivos têm sofrido com a praga da cochonilha do carmim, que causa sérios danos à produção e, consequentemente, à alimentação do rebanho. Com a disseminação da variedade de palma resistente à praga, a Codevasf pretende enfrentar o problema com uma solução tecnológica, minimizando prejuízos socioeconômicos.

Os agricultores agora multiplicadores da nova palma forrageira estão assentados em terras dos municípios de Água Branca, Delmiro Gouveia e Olho d'Água do Casado, todos na área de atuação do projeto Dom Helder Câmara, uma iniciativa do Mapa co-financiada pelo Fida que busca reduzir os níveis de pobreza e de desigualdade no semiárido.

Um dos beneficiados é o agricultor Cícero Costa, que cria vacas para produção de leite no assentamento Patativa do Assaré, na zona rural do município de Olho D’Água do Casado (AL). Para ele, poder alimentar o gado com a palma significa a possibilidade de realizar o sonho de produzir queijo. “Eu já comecei a plantar as palmas com orientação dos técnicos. Temos essa doença aqui que prejudica demais a alimentação do gado. Hoje só tem capim para dar às vacas, e muito pouco. Mas com essa palma que não adoece vou poder alimentar melhor as vacas e realizar meu sonho de ter mais leite e fazer queijo”, afirma.

De acordo com o diretor da Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Napoleão Casado, os assentamentos da reforma agrária que passam a integrar o projeto serão os mais novos polos de multiplicação da palma forrageira resistente à cochonilha do carmim no semiárido alagoano

“Atendemos a um pedido da Superintendência Regional do Incra em Alagoas, que identificou no projeto uma alternativa que garante o desenvolvimento dos rebanhos existentes nos assentamentos da reforma agrária. A Codevasf está trazendo tecnologia avançada para o desenvolvimento agropecuária dessas comunidades. Agora é multiplicar o acesso a esse alimento melhorado para os rebanhos e mais resistente à praga”, explica o diretor.

Codevasf e Incra incluem assentamentos de Alagoas em projeto de palma forrageira resistente à cochonilha 2.jpgO superintendente da Codevasf em Alagoas, Joãozinho Pereira, destaca a importância do projeto junto aos agricultores. “A ação está avançando e a região está sendo trabalhada para ser referência técnica a agricultores que tenham interesse em aprender a cultivar a palma forrageira, e para que ela seja utilizada com todo o seu potencial produtivo, sobretudo, a manutenção dos animais na época de estiagem, contribuindo com a renda familiar”, afirma.

Para os assentamentos participantes estão sendo disponibilizadas 350 mil mudas de palma. Cada agricultor receberá cerca de oito mil mudas. Os agricultores assentados já estão recebendo capacitação realizada por técnicos da Codevasf e do Incra para manejo da cultura. O próximo passo é a atuação como multiplicadores do benefício para outros agricultores dentro dos assentamentos, onde cada beneficiado se compromete a doar a mesma quantidade de mudas que recebeu.

Na primeira fase do projeto, iniciada em 2020, foram distribuídas 345 mil mudas dessa variedade de palma mais resistente, beneficiando 23 agricultores que já atuam como agentes multiplicadores. Cada agricultora da primeira fase do projeto recebeu 15 mil mudas.