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Codevasf realiza peixamento em áreas atingidas por desastre ambiental em Minas Gerais

publicado: 03/05/2021 10h34, última modificação: 03/05/2021 10h34

Peixamento em área de BrumadinhoMunicípios atingidos pelo rompimento da Barragem I, na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), na bacia do rio Paraopeba, estão sendo beneficiados pelo governo federal, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com ações de peixamentos. Em Esmeraldas (MG), um dos municípios mais afetados, a empresa realizou, no mês de abril, a soltura de 15 mil juvenis das espécies curimatã-pacu e matrinxã, em trecho do rio Paraopeba, na zona rural. A ação busca mitigar os efeitos do desastre ambiental na região, ocorrido em 2019, que provocou danos ao habitat e à ictiofauna de rios e córregos atingidos pelos dejetos da barragem, dentre outras consequências.

Os alevinos usados no peixamento foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, unidade de pesquisa da Codevasf localizada no município de Três Marias (MG). “Os peixamentos realizados pela Codevasf beneficiam o Alto e o Médio São Francisco, promovendo a revitalização da bacia do Velho Chico. Entre os benefícios está a reintrodução da espécie matrinxã, considerada ameaçada de extinção, e a recomposição do estoque pesqueiro das espécies curimatã-pacu e pacamã”, explica Marco Antônio Graça Câmara, superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais.

De acordo com Julimar dos Santos Sousa, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, essa é uma ação concreta de mitigação do desastre ambiental em Brumadinho. “A ação alia a oferta de proteína animal às comunidades ribeirinhas e de pescadores, potencializa as atividades turísticas na região e o aumento da renda das famílias que vivem dessas atividades, além do ganho ambiental, concretizando a revitalização da bacia do São Francisco. É um retorno de esperança para comunidades ribeirinhas e pescadores da região”, avalia.

Ele explica, ainda, que após o rompimento da barragem o declínio no estoque de peixes na região foi acentuado. “Verificamos o impacto por meio do monitoramento das lagoas marginais, realizado em parceria com o Ibama. Foi trágico”, conclui.

Além de Esmeraldas, o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias realizou em 2021 a soltura de 118 mil alevinos das espécies curimatã-pacu, matrinxã e pacamã nos municípios de Três Marias, Patos de Minas, São João da Lagoa, Nova Porteirinha, Janaúba, Piumhi e Monte Azul.

Peixamentos em números

De acordo com o mais recente balanço de atividades da Codevasf na área de aquicultura e recursos pesqueiros, cerca de 9,4 milhões de alevinos foram produzidos pelos Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Companhia em 2020. Desse total, cerca de 4,8 milhões foram utilizados em 301 peixamentos, e 4,6 milhões foram disponibilizados para ações de inclusão produtiva, como fomento à piscicultura, em benefício de cinco mil produtores em 103 municípios.

A Codevasf possui seis Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura na bacia do São Francisco, localizados em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. As atribuições dessas unidades incluem desenvolvimento de tecnologias de reprodução artificial, ações de repovoamento de corpos hídricos, desenvolvimento de estudos de monitoramento da qualidade da água, fomento à aquicultura, desenvolvimento de pesquisas em biologia pesqueira, capacitação de produtores, pescadores e estudantes em técnicas de criação e propagação de peixes e apoio a organizações de pescadores e criadores.