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Produtores sergipanos apostam no cultivo da grama esmeralda

Os produtores do perímetro irrigado Cotinguiba/Pindoba, em Sergipe, apostam numa nova cultura na região. Trata-se do cultivo da grama esmeralda (Zoysia japônica). A novidade surgiu após estudo da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Os levantamentos levaram em consideração, entre outros fatores, a vocação dos irrigantes, as condições edafoclimáticas favoráveis da região e estudo detalhado do mercado para a cultura.
publicado: 16/11/2011 10h43, última modificação: 20/06/2018 17h12

Os produtores do perímetro irrigado Cotinguiba/Pindoba, em Sergipe, apostam numa nova cultura na região. Trata-se do cultivo da grama esmeralda (Zoysia japônica). A novidade surgiu após estudo da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Os levantamentos levaram em consideração, entre outros fatores, a vocação dos irrigantes, as condições edafoclimáticas favoráveis da região e estudo detalhado do mercado para a cultura.

Nesse contexto, a equipe de ATER, juntamente com a Unidade de Apoio à Produção da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, promoveu várias capacitações para os produtores do perímetro com o objetivo de aperfeiçoar todas as etapas do processo produtivo da grama esmeralda. Como fruto desse trabalho, definiu-se o pacote tecnológico a ser utilizado, principalmente no tocante ao escalonamento da produção, pois a cultura possui um ciclo de cultivo médio de oito meses.

Esse tipo de cultivo possibilita a geração de vários benefícios para o produtor, servindo de alternativa para diversificação dos cultivos na área do perímetro onde se tem o sistema de irrigação por aspersão convencional. Além disso, promove a geração de receita de forma rápida, melhorando o fluxo de caixa do agricultor.

No perímetro de Cotinguiba/Pindoba são cultivados atualmente 12,5 ha de grama esmeralda, em três lotes de pequenos produtores. Os dados de produção apontam para uma produtividade média de 100 ton/ha, uma produção anual de 1.250 toneladas e um Valor Bruto de Produção de R$ 625 mil.

Para o chefe da Unidade de Apoio a Produção da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, engenheiro agrônomo Ricardo Martins, “a busca pela diversificação na produção nos perímetros irrigados do Baixo São Francisco é de fundamental importância para a sustentabilidade econômica e ambiental da região, pois, devido às condições de solo, a monocultura do arroz predomina em 90% das áreas, fazendo com que haja problemas no processo de comercialização e de desgaste do solo. A cultura da grama esmeralda é uma aposta que os agricultores estão fazendo, contando com o apoio da equipe de ATER, e que, até o momento, tem se demonstrado promissora”.

O perímetro irrigado de Cotinguiba/Pindoba abrange terras dos municípios de Propriá, Neópolis e Japoatã, em Sergipe. Possui uma área total de 3 mil hectares, sendo que são 2,2 mil hectares de área irrigada, desta, 51% é destinada a produção de arroz, o restante destina-se a produção de frutas, olerícolas e piscicultura.