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Produtores apostam no milho verde no perímetro Cotinguiba/Pindoba

Os produtores do perímetro irrigado Cotinguiba/Pindoba, em Sergipe, apostam nos benefícios do cultivo de “milho verde” na região após diagnóstico da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Os levantamentos levaram em consideração, entre outros fatores, a vocação dos irrigantes e as condições edafoclimáticas favoráveis.
publicado: 07/02/2011 14h31, última modificação: 20/06/2018 17h10

Os produtores do perímetro irrigado Cotinguiba/Pindoba, em Sergipe, apostam nos benefícios do cultivo de “milho verde” na região após diagnóstico da equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Os levantamentos levaram em consideração, entre outros fatores, a vocação dos irrigantes e as condições edafoclimáticas favoráveis.

Segundo o diagnóstico, esse tipo de cultivo possibilita a geração de vários benefícios para o produtor e para o solo, uma vez que serve como alternativa viável para a rotação de cultura. Além disso, promove a geração de receita de forma rápida, melhorando o fluxo de caixa do agricultor, pois é colhido na forma “verde”, com ciclo cultural médio de 70 dias. São usadas variedades precoces, como 1051 syngenta e sertanejo.

Nesse contexto, a equipe de ATER, juntamente com a Unidade de Apoio à Produção da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, promoveu várias capacitações para os produtores do perímetro com o objetivo de aperfeiçoar todas as etapas do processo produtivo do “milho verde”. Como fruto desse trabalho, a produção do cereal em 2010 chegou a 3,6 milhões de espigas, com produtividade média de 20.000/hectare, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de cerca de R$ 450 mil. A produção está concentrada em 38 lotes familiares, beneficiando cerca de 35 famílias. Em comparação com a produção do “milho verde” no ano de 2009, houve um incremento de cerca de 25% na área colhida e de 20% no valor bruto da produção.

Para o chefe da Unidade de Apoio a Produção da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, engenheiro agrônomo Ricardo Martins, “a busca pela diversificação na produção nos perímetros irrigados do Baixo São Francisco é de fundamental importância para a sustentabilidade econômica e ambiental da região, pois, devido às condições de solo, a monocultura do arroz predomina em 90% das áreas, fazendo com que haja problemas no processo de comercialização e de desgaste do solo. A cultura do “milho verde” é uma aposta que os agricultores estão fazendo, contando com o apoio da equipe de ATER, e que, até o momento, tem se demonstrado promissora”.

O Perímetro Irrigado de Cotinguiba/Pindoba abrange terras dos municípios de Propriá, Neópolis e Japoatã, em Sergipe. Possui uma área total de 3 mil hectares, sendo que são 2,2 mil hectares de área irrigada, desta, 51% é destinada a produção de arroz, o restante destina-se a produção de frutas, olerícolas e piscicultura.