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Preservação do Rio Pará

A Codevasf e a Associação de Usuários da Bacia Hidrográfica do Rio Pará assinaram convênio no valor de R$ 644.726,00 com objetivo de realizar ações de preservação ambiental na região
publicado: 19/01/2007 16h35, última modificação: 20/06/2018 17h06

A Codevasf e a Associação de Usuários da Bacia Hidrográfica do Rio Pará assinaram convênio no valor de R$ 644.726,00. O objetivo é a realização de mais ações de preservação ambiental naquela região do estado, com obras que contarão com recursos do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, desenvolvido pelo governo federal em Minas Gerais por intermédio da Codevasf. Em 2006, outro convênio foi firmado com investimento de meio milhão de reais para elaboração de um Plano Diretor visando à preservação e recuperação do rio Pará, na região do Alto São Francisco.

Desta vez os recursos serão destinados à gestão integrada dos municípios da sub-bacia do ribeirão Boa Vista, pertencente à bacia hidrográfica do rio Pará. A intenção é procurar assegurar a existência de água para abastecimento público aos municípios abrangidos pela sub-bacia, que tem 777 km2 em áreas de Divinópolis, Carmo da Mata, Cláudio, Oliveira e Itapecerica.

Sendo o principal afluente do rio Itapecerica, que deságua no rio Pará, o ribeirão Boa Vista fornece toda a água para abastecimento das cidades de Divinópolis, Carmo da Mata, Cláudio e ainda dos distritos de Bocaina e Marilândia, beneficiando mais de 250 mil pessoas.

Segundo a presidente da Associação dos Usuários da Bacia Hidrográfica do Rio Pará, Regina Célia Greco Santos, o intenso processo de degradação ambiental que essa sub-bacia vem sofrendo nos últimos quarenta anos, mormente em função da produção de carvão vegetal, já está comprometendo a quantidade e a qualidade da água para abastecimento dessas cidades. Divinópolis, principal cidade daquela região, que conta hoje com mais de 205 mil habitantes, poderá em pouco tempo ter o seu abastecimento comprometido, caso medidas reparadoras não sejam tomadas.

AÇÃO IMEDIATA

As ações que serão desenvolvidas pela Codevasf, segundo Anderson Chaves, superintendente da Empresa em Minas Gerais, terão início nos próximos dias e farão um diagnóstico da real situação ambiental daquela sub-bacia. De acordo com o Plano de Trabalho elaborado pela Companhia, serão feitos levantamentos de todos os dados já existentes do uso de água nos municípios de Divinópolis, Carmo da Mata, Cláudio, Oliveira e Itapecerica, com o monitoramento da qualidade da água e vazões dos principais rios, com estruturação e montagem de sistemas de informações ambientais.

Para a recuperação das áreas já degradadas serão realizadas as restituições da cobertura vegetal de toda a área da sub-bacia, com o reflorestamento de topo de morro, revegetação de mata ciliar e de áreas de recargas de lençol freático, com o plantio de 30 mil mudas em 30 hectares; cercamento de 150 nascentes; construção de 200 micro represas (cacimbas) de retenção de águas fluviais oriundas das estradas municipais, que também terão 150 quilômetros revitalizados.

No segmento social, será estruturado um plano de ação sustentável visando a agregar toda a comunidade rural, através de palestras, seminários, treinamentos e cursos de capacitação sobre técnicas conservacionistas dos solos e sua interrelação com a preservação dos recursos hídricos superficiais. Também será procedida a criação de uma comissão executiva do ribeirão Boa Vista, agregando cinco municípios.

Por meio da mobilização comunitária, fundamentada no conceito da cidadania das águas e nas mudanças de comportamento de cada cidadão, será formado o condomínio das águas. Com essas ações, técnicos ambientalistas da Codevasf esperam resolver vários e sérios problemas ambientais de uma das principais sub-bacias hidrográficas do rio São Francisco.