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Poços garantem água para comunidades rurais do sertão pernambucano

Cerca de 6 mil habitantes do semiárido pernambucano terão seu acesso a água assegurado até o final desse ano com a conclusão dos trabalhos de perfuração e instalação de 300 poços. A ação está sendo executada pela Codevasf por meio de sua 3ª Superintendência Regional, em Petrolina.
publicado: 26/08/2013 09h30, última modificação: 20/06/2018 17h17

Cerca de 6 mil habitantes do semiárido pernambucano terão seu acesso a água assegurado até o final desse ano com a conclusão dos trabalhos de perfuração e instalação de 300 poços. A ação está sendo executada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) por meio de sua 3ª Superintendência Regional, em Petrolina.

A meta é instalar 1.000 poços em 50 municípios até 2014 - parte do investimento é executado com recursos de emendas parlamentares, outra parte são investimentos no âmbito do programa Água para Todos, do governo federal, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e executado pela Codevasf em sua área de atuação. Desde 2012, quase 400 poços já foram instalados em Pernambuco e, com o cumprimento da meta em 2014, o número de pessoas beneficiadas com esta forma de acesso a água irá chegar a 25 mil.

“Quando a gente passa tanto tempo sem chuva, é um poço desse que salva. Dá pra fazer as coisas de casa e até dar uma ajuda na horta e com animais", afirma Francisco Rodrigues Coelho, agricultor da zona rural de Petrolina, que vive numa comunidade onde um poço já foi instalado.

“O poço artesiano é a forma mais democrática de o estado levar água até o cidadão que habita áreas menos povoadas e ermas, casos em que a construção de uma adutora, por exemplo, seria menos viável. O poço dá a quem o recebe o benefício de explorar os recursos hídricos disponibilizados pela natureza para saciar pequenas demandas animais e humanas - quando se trata de poço cristalino -, ou de maiores demandas, em poços sedimentares”, explica Leonardo Cruz, engenheiro civil da Codevasf.

Os poços mais comumente instalados no semiárido pernambucano sob responsabilidade da Codevasf são os de rocha cristalina, nos quais a captação de água é feita em cruzamentos de fendas que servem como reservatórios subterrâneos de água. O volume de água obtido nesse modelo de poço é, em média, de 1,5 mil litros por hora.

Para chegar até essas fendas, os poços são perfurados até uma profundidade de cerca de 60 metros, e a água é conduzida até a superfície por meio de bombas - caso haja um volume grande de água e energia elétrica disponível -, ou por cataventos, quando o volume é menor. Esta água fica armazenada em um reservatório e pode ser retirada pela comunidade nas torneiras.

Existem também os poços sedimentares, menos comuns em Pernambuco, nos quais a captação é feita a mais de 180 metros de profundidade e em lençóis freáticos. Nestes, o volume de água é muito maior com relação aos cristalinos: cerca de 6 mil litros por hora. As comunidades beneficiadas com acesso a água por meio dos poços dependia antes de reservatórios superficiais, como aguadas e pequenos barreiros, ou de carros-pipa.

O superintendente regional da Codevasf, Luiz Manoel de Santana, reforça a importância do programa. “Serão investidos mais de R$ 30 milhões no Água para Todos apenas com a perfuração e instalação de poços, e o resultado vem rápido. O acesso facilitado a água permite que as pessoas dediquem seu tempo às suas atividades produtivas, aumentando o rendimento das famílias e, consequentemente, a qualidade de vida desses locais”, destaca.

Ouça a notícia da Rádio Codevasf:

http://www.codevasf.gov.br/principal/promocao-e-divulgacao/central-de-radio/materias-e-entrevistas-2013/31-pocos-garantem-agua-para-comunidades-rurais-do-sertao-pernambucano.mp3