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Piscicultores baianos visitam o Ceará

Uma comitiva formada por piscicultores ligados às associações localizadas nas cidades de Sobradinho, Sento Sé, Casa Nova e Juazeiro, no norte da Bahia, visitou na semana passada a cidade de Jaguaribara, localizada às margens do açude Castanhão, no estado do Ceará.
publicado: 29/11/2010 17h10, última modificação: 20/06/2018 17h09

Uma comitiva formada por piscicultores ligados às associações localizadas nas cidades de Sobradinho, Sento Sé, Casa Nova e Juazeiro, no norte da Bahia, visitou na semana passada a cidade de Jaguaribara, localizada às margens do açude Castanhão, no estado do Ceará.

O grupo de 16 pessoas foi acompanhado por técnicos da Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro. Segundo Luciano Gomes da Rocha, que atua na Unidade de Desenvolvimento Territorial (UDT) da Gerência Regional de Revitalização (GRR), o objetivo da missão técnica, que esteve no Ceará de 22 a 26 de novembro, foi o de promover o intercâmbio entre os piscicultores ligados ao Programa de Arranjos Produtivos Locais (APL), apoiado pela Codevasf, e os piscicultores cearenses.

Segundo Luciano Gomes, “foram trocadas experiências práticas entre os produtores dentro das áreas de produção, beneficiamento e comercialização de Tilápia no estado. O açude Castanhão foi construído há 10 anos e encheu totalmente no ano de 2001. Hoje tem aproximadamente três mil tanques-rede instalados naquele parque aquícola”.

Outro fato que chamou a atenção dos visitantes foi a organização dos associados em cinco subgrupos com oito produtores cada, sendo que cada subgrupo possui um líder, que participa de reuniões da associação, onde são feitos comparativos para melhorar o rendimento dos subgrupos e da associação como um todo. “Cada subgrupo é independente, mas ajuda os demais para evitar prejuízos. Eles possuem em média 16 tanques-rede e conseguem obter uma renda mensal de até R$ 900,00. Os produtos utilizados são comprados em conjunto para baratear o preço”, afirma Luciano Gomes.

Ele conta ainda que “a tilápia foi introduzida no Ceará pelo Governo Federal na década de 70, e de lá para cá seu consumo tornou-se um costume que já chegou ao litoral cearense. Uma parte da produção de Jaguaribara é beneficiada e transformada em linguiça, filé, bolinho, e é utilizada na merenda escolar. O couro da tilápia também já começa a ser outra alternativa econômica. Além disso há experiência do uso da gordura das vísceras do peixe como aditivo para o biodiesel”.