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Pesquisa com novas variedades de uva no Vale do São Francisco apresenta primeiros resultados positivos

Experimentos com novas cultivares de uva no Vale do São Francisco têm apresentado resultados positivos. O projeto, com investimentos de quase R$ 3 milhões, contempla uma área instalada em Juazeiro (BA) para avaliação de 68 variedades da fruta sem semente, e duas com semente. A ação resulta de convênio do Ministério da Integração Nacional (MI), por meio da Codevasf, com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, firmado em dezembro do ano passado.
publicado: 29/11/2012 12h14, última modificação: 20/06/2018 17h15

Experimentos com novas cultivares de uva no Vale do São Francisco têm apresentado resultados positivos. O projeto, com investimentos de quase R$ 3 milhões, contempla uma área instalada em Juazeiro (BA) para avaliação de 68 variedades da fruta sem semente, e duas com semente. A ação resulta de convênio do Ministério da Integração Nacional (MI), por meio da Codevasf, com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, firmado em dezembro do ano passado.

O superintendente regional da Codevasf em Pernambuco, Luiz Manoel, afirma que, entre as vantagens já demonstradas nas pesquisas, está a tolerância de algumas cultivares à ocorrência de chuvas, o que poderá ampliar a produtividade. “Já podemos perceber que cerca de nove variedades têm tido bons resultados. Dessas, quatro têm tido resultados excelentes. Temos, por exemplo, uva sem semente que vem demonstrando ser tolerante a chuva. Isso será um ganho enorme, pois poderemos ter duas safras por ano. Normalmente, produzimos apenas uma, já que os produtores têm receio de fazer uma segunda produção e perdê-la por conta das chuvas. Com essa nova variedade, isso não vai mais ocorrer”, explica.

O engenheiro da Codevasf Osnan Ferreira, responsável por acompanhar o projeto, aponta outros aspectos positivos revelados nos experimentos com as novas cultivares. “Temos visto que algumas dessas variedades estão tendo uma produção maior do que as que conhecemos. Além disso, algumas delas estão acarretando uma diminuição dos insumos e da mão de obra”, esclarece. Para se ter uma ideia da importância dessas constatações preliminares, nos últimos oito anos, o preço dos insumos subiu cerca de 240% e a mão de obra teve um acréscimo de 100%.

Os resultados finais devem sair em 2015, quando termina o convênio. Até lá, ainda serão realizadas pesquisas no Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), que irá verificar o brix (quantidade de açúcares), a resistência e o resíduo de agrotóxicos nas frutas. Consultores nacionais e internacionais de produção e mercado também farão análises a fim de saber qual a aceitação dessas cultivares no mercado internacional.

O projeto experimental com novas variedades de uva no Vale do São Francisco conta, ainda, com participação da Embrapa Semiárido, Universidade do Estado da Bahia e empresas parceiras.