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Parceria da Codevasf com Ministério dos Transportes irá desobstruir trechos do São Francisco

A Codevasf e o DNIT aplicarão R$ 5,2 milhões em melhoramentos no canal de navegação da hidrovia do São Francisco. Serão realizadas obras para a desobstrução de onze pontos críticos entre os municípios de Ibotirama (BA) e Juazeiro (BA), que compreende uma extensão de aproximadamente 610 km. Com a dragagem, os trechos serão desobstruídos, o que facilitará o escoamento das safras agrícolas provenientes do Oeste baiano, principalmente soja e algodão. A previsão é de que os serviços tenham início na última semana dede agosto. As intervenções serão feitas por meio de termo de cooperação assinado pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz, com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
publicado: 09/07/2013 13h31, última modificação: 20/06/2018 17h17

A Codevasf e o DNIT aplicarão R$ 5,2 milhões em melhoramentos no canal de navegação da hidrovia do São Francisco. Serão realizadas obras para a desobstrução de onze pontos críticos entre os municípios de Ibotirama (BA) e Juazeiro (BA), que compreende uma extensão de aproximadamente 610 km. Com a dragagem, os trechos serão desobstruídos, o que facilitará o escoamento das safras agrícolas provenientes do Oeste baiano, principalmente soja e algodão. A previsão é de que os serviços tenham início na última semana de agosto. As intervenções serão feitas por meio de termo de cooperação assinado pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz, com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Entre os serviços previstos estão a desobstrução de passagens críticas, a contratação de apoio à fiscalização e o atendimento às condicionantes estipuladas na licença ambiental. A parceria proposta prevê ainda a cessão, pelo DNIT, dos equipamentos de dragagem sob a responsabilidade da Administração da Hidrovia do São Francisco (Ahsfra) - a draga Matrinchã e a chata Pirapora, para transporte de materiais. A identificação dos trechos críticos que necessitam de dragagem foi realizada pela Ahsfra.

“As intervenções previstas nesta parceria dizem respeito à dragagem. Futuros projetos que já estamos elaborando, também em parceria com a Codevasf, irão promover derrocamento, consolidação de margens, alargamento de raios de curva e balizamento completo, entre outras ações”, revela o ministro dos Transportes, César Borges.

“Acreditamos que, nos próximos dois anos, com as diversas ações que serão empreendidas pelo Ministério dos Transportes em parceria com a Codevasf, a hidrovia do São Francisco esteja plenamente recuperada”, aposta o presidente da Companhia, Elmo Vaz. Em ações de revitalização dos rios São Francisco e Parnaíba, a Codevasf investe R$ 2,4 bilhões no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dentro do período 2011 até 2014. As obras empreendidas para revitalização do Velho Chico pela Codevasf incluem uma parceria com o Exército brasileiro em Barra, na Bahia, onde é feito trabalho de recuperação de margens.

O secretário da Indústria Naval e Portuária do estado da Bahia, Carlos Costa, acredita que os novos investimentos a serem feitos por meio da parceria irão viabilizar, por exemplo, o transporte pesado de ferro, bauxita, gipsita e enxofre ao longo da divisa da Bahia com o Piauí, conectando com a ferrovia em Bom Jesus da Lapa, além do transporte do minério de Caetité até o Porto Sul, em Ilhéus. “O mesmo acontecerá com o combustível, que poderá ser transportado a partir do Porto Sul, em Ilhéus, adentrando o São Francisco por Bom Jesus da Lapa, e assim atendendo a todo o nordeste da Bahia”, destaca.

De acordo com Costa, a hidrovia já transporta hoje 100 mil toneladas anuais de caroço de algodão produzidos no Oeste da Bahia. Com a revitalização do porto de Juazeiro – uma obra que está perto de ser concluída pelo governo da Bahia -, a movimentação da carga, segundo o secretário, passará a ser feita totalmente dentro do estado. “Ela passará por Muquém do São Francisco, Xique-Xique e Lapa, se beneficiando da intermodalidade”, nota o secretário, revelando que outro projeto que está em fase de formatação pelo governo baiano e pela Codevasf é o de um porto em Xique-Xique.

De acordo com o secretário baiano, cada nova chata que trafega pela hidrovia retira 26 caminhões de 56 toneladas das rodovias. “Isso significa economia de combustível, de tempo e um impacto ambiental muito menor”, assinala.

Os investimentos em ferrovias pelo MT também prometem novidades, reforçando a tendência à intermodalidade logística. Recentemente, durante a 24ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri), em Juazeiro (BA), o ministro César Borges anunciou o projeto de implantação de uma nova ferrovia, também em elaboração pelo Ministério dos Transportes, via DNIT. “Serão quase 180 quilômetros entre Parnamirim e Petrolina, além dos 400 quilômetros de ferrovia que ligam Juazeiro a Feira de Santana”, disse César Borges.

“O sistema logístico multimodal, que envolve ferrovias, hidrovia, rodovias, portos e aeroportos, é destinado a viabilizar o fluxo de cargas e, assim, facilitar o escoamento da produção e dos insumos dos diversos setores da economia, otimizando tempo e diminuindo o custo de transportes de forma sustentável”, frisa Elmo Vaz.


Dragagem

O procedimento de desassoreamento consiste na retirada de bancos de areia depositados nesses trechos do rio ao longo do tempo, aumentando a profundidade para que as embarcações não encalhem. De acordo com informações da Ahsfra, o rio São Francisco é totalmente navegável em 1.371 km, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Sem saída para o Atlântico, o rio São Francisco tem seu aproveitamento integrado ao sistema rodoferroviário da região.

A partir da implantação do sistema multimodal, o escoamento da produção agrícola do Oeste da Bahia, com foco em Barreiras, banhada por um dos seus principais afluentes, o rio Grande, é realizado por rodovia até a cidade de Ibotirama na margem do São Francisco, descendo o rio pelo transporte hidroviário até Juazeiro e Petrolina e, deste, por ferrovia para o Porto de Aratu (BA). No quilômetro 42 acima de Juazeiro e Petrolina, situa-se a barragem de Sobradinho, cuja transposição é realizada por meio de eclusa. A movimentação anual é em torno de 60 mil toneladas de produção.