Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2007 > Municípios do sertão e bacia leiteira de Alagoas terão primeiro aterro sanitário gerido por consórcio
conteúdo

Notícias

Municípios do sertão e bacia leiteira de Alagoas terão primeiro aterro sanitário gerido por consórcio

Os municípios do sertão e bacia leiteira de Alagoas receberão o primeiro aterro sanitário gerido por um consórcio de prefeituras e que será financiado pela Codevasf. O aterro sanitário será implantado entre os municípios de Olivença e Olho D'Água das Flores e integra as ações do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Para isso, a Codevasf está investindo quase R$ 3 milhões de reais a partir de recursos próprios.
publicado: 20/01/2011 08h14, última modificação: 20/06/2018 17h10

Os municípios do sertão e bacia leiteira de Alagoas receberão o primeiro aterro sanitário gerido por um consórcio de prefeituras e que será financiado pela Codevasf. O aterro sanitário será implantado entre os municípios de Olivença e Olho D'Água das Flores e integra as ações do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Para isso, a Codevasf está investindo quase R$ 3 milhões de reais a partir de recursos próprios.

Na última segunda-feira (17), foi realizado um ato de assinatura do convênio entre a Codevasf e o Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (Cigres), que reúne municípios do sertão e da bacia leiteira de Alagoas, para construção do aterro sanitário.

A cerimônia foi realizada na sede da Associação Alagoana dos Municípios (AMA) e contou com a participação do secretário de estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário, Jorge Dantas, que representou o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho; do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Ivan Vilela; do presidente do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Adriano Augusto; do deputado federal Antônio Carlos Chamariz; do representante do Ministério do Meio Ambiente, Saburo Takahashi; do gerente de projetos do Departamento de Ambiente Urbano, prefeitos dos municípios beneficiados, vereadores, técnicos da Codevasf, entre outros.

O aterro terá capacidade para atender a uma população de mais de 100 mil habitantes de 14 municípios consorciados e mais cinco municípios da região: Batalha, Carneiros, Dois Riachos, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Monteirópolis, Olivença, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira, Belo Monte, Cacimbinhas, Palestina, Maravilha, Olho D'Água das Flores e Ouro Branco. Ao todo, esses municípios produzem cerca de 66,7 toneladas de lixo por dia.

Para apoiar a operação do aterro sanitário, serão instaladas também unidades de transbordo e reciclagem em pontos estratégicos da região. As áreas degradadas pelos lixões em cada município serão recuperadas após a implantação do aterro sanitário. Após a construção, a primeira célula terá vida útil de vinte dois anos.

De acordo com o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, a implantação do aterro sanitário representa um marco relevante na destinação adequada do lixo, em consonância com a política nacional definida através da Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Reunir diversos municípios com o objetivo de discutir e buscar soluções para uma destinação correta do lixo é algo inédito em Alagoas. Como parceira dessa processo, a Codevasf aposta na iniciativa e financiará esse, que será o primeiro aterro sanitário gerido pelo conjunto de prefeituras. O saldo deverá ser extremamente positivo para a população e para o meio ambiente, que terá protegido os lençóis freáticos e o solo da região”, comemorou.

Já o presidente do Cigres, Carlos André Paes Barreto dos Anjos, prefeito de Olho D'Água das Flores, mostra-se satisfeito com mais um passo para a gestão adequado dos resíduos sólidos da região. “Com a construção do aterro, a principal beneficiada será a saúde da população do sertão alagoano e da bacia leiteira. Inclusive, já estamos com estudos junto ao Ministério do Meio Ambiente para implantação da coleta seletiva, que deverá aumenta a durabilidade das células do aterro sanitário”, explicou.