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Monitoramento da água e de espécies nativas do rio São Francisco

Uma equipe técnica da Codevasf realizou durante toda esta semana em Alagoas um trabalho de monitoramento da qualidade da água e das espécies nativas do rio São Francisco.
publicado: 27/08/2010 16h26, última modificação: 20/06/2018 17h09

Uma equipe técnica da Codevasf realizou durante toda esta semana em Alagoas um trabalho de monitoramento da qualidade da água e das espécies nativas do rio São Francisco. Os estudos foram desenvolvidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (5ª/CII – Ceraqua), localizado no município alagoano de Porto Real do Colégio. O trabalho já percorreu o Alto, Médio Submédio e parte do Baixo São Francisco e pretende reunir dados que subsidiarão as ações do Programa de Revitalização do rio São Francisco, executado pela Codevasf.

O monitoramento deve indicar se as condições atuais das águas estão permitindo o desenvolvimento das espécies nativas e quais são as variedades de peixes que habitam o chamado “rio da Integração Nacional”. O trabalho de monitoramento consiste na coleta de água, captura de espécies nativas, análises em laboratório e produção de relatórios técnicos. A equipe técnica que realizou o monitoramento é composta por três técnicos do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (CIT): o biólogo Yoshimi Sato, o zootecnista Willibaldo Sallum e o engenheiro químico Marcos Vinícius Gomes.

“Esse monitoramento está sendo realizado em toda a extensão do rio São Francisco, a partir do Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf. O objetivo é a padronização da metodologia de monitoramento limnológico e da ictiofauna do rio. O primeiro irá permitir conhecer a qualidade da água desse ecossistema e o segundo nos possibilitará identificar as espécies existentes no curso do rio para que possamos comparar com outras regiões do vale do São Francisco”, explicou o biólogo da Codevasf Yoshimi Sato.

MAIS SEGURANÇA NAS AÇÕES DE REVITALIZAÇÃO

Segundo Sato, o monitoramento ictiológico também auxiliará a Companhia a produzir dados científicos que possam revelar os resultados dos programas de repovoamento da bacia hidrográfica por meio das ações de peixamento, além de apontar quais espécies estão ameaçadas, a exemplo do Pirá, peixe símbolo do São Francisco e considerado extinto no Baixo São Francisco. Em 2009, somente a Superintendência Regional da Codevasf em Alagoas inseriu cerca de 2,5 milhões de peixes no rio São Francisco e em seus afluentes.

Yoshimi Sato também acrescentou que os resultados do monitoramento poderão subsidiar as políticas públicas que envolvem a atividade pesqueira na região, já que a Codevasf é uma das instituições com assento no Conselho Estadual do Desenvolvimento Sustentável da Pesca e Aquicultura de Alagoas.

Para o engenheiro de pesca Álvaro Albuquerque, chefe do Centro, a padronização dos procedimentos de monitoramento entre os centros de recursos pesqueiros e aquicultura da Codevasf permitirá que a companhia atue com mais segurança nas ações de revitalização, a exemplo dos peixamentos. “Ao final dos trabalhos, teremos a possibilidade de identificar espécies ameaçadas e que poderão ser reproduzidas pela Codevasf para reinserção em seu ambiente natural”, comemorou.

Ao final das visitas técnicas, cada Centro de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf irá elaborar um plano de trabalho no qual adotará a metodologia de monitoramento limnológico e ictiológico desenvolvida pela equipe de técnicos da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da companhia. Os dados apurados também serão utilizados para a produção de documentos técnicos que aperfeiçoem as ações na área de revitalização de bacias hidrográficas.