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Manancial de água é descoberto no Salitre, em Juazeiro (BA)

Atendendo ao pedido de um representante da comunidade da região do Salitre, o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Emanoel Lima da Silva, determinou que uma equipe formada por engenheiros, técnicos e geólogos da instituição se deslocasse até a localidade de Manga I. O objetivo da comitiva foi avaliar a viabilidade e a potencialidade da água de um poço descoberto por vaqueiros da comunidade há cinco anos. A expectativa é de que a água disponível possa amenizar os efeitos causados pela seca na região.
publicado: 11/06/2012 10h09, última modificação: 20/06/2018 17h13

Atendendo ao pedido de um representante da comunidade da região do Salitre, o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Emanoel Lima da Silva, determinou que uma equipe formada por engenheiros, técnicos e geólogos da instituição se deslocasse até a localidade de Manga I. O objetivo da comitiva foi avaliar a viabilidade e a potencialidade da água de um poço descoberto por vaqueiros da comunidade há cinco anos. A expectativa é de que a água disponível possa amenizar os efeitos causados pela seca na região.

O poço foi descoberto por acaso, quando um caminhão que passava pelo local atolou bem em cima do reservatório subterrâneo de água. Os próprios vaqueiros fizeram a escavação e, em seguida, encaminharam amostra da água para um teste de laboratório, para saber se era potável ou não. Desde aquele dia, a água do poço é utilizada no plantio, na criação de animais e no consumo humano, matando a sede dos trabalhadores e de alguns moradores mais próximos.

O presidente da Comissão para Estruturação e Emancipação do Salitre, Geronilson Mota Pereira da Silva (Zeca do Salitre), solicitou a Codevasf a criação de um projeto que disponibilize essa água para a comunidade. “A Codevasf está fazendo o estudo e a gente quer que ela jogue essa água para os salitreiros, pelo menos para o consumo humano. É muita água, só falta trabalhar em cima dessa questão. Eu tenho fé em Deus que esse estudo vai ser aprovado e que nós vamos vencer essa luta”, acredita o líder comunitário.

Segundo Zeca, há muita água passando por debaixo da terra e a grande quantidade de algarobas naquela região comprova isso, uma vez que esta espécie de árvore só cresce em locais com grande capacidade de armazenamento de água. Após a primeira análise, o geólogo da Codevasf, Antonio Luna de Alencar, confirmou o que a comunidade já sabia. “Aqui nós teremos talvez a condição de ter uma vazão próxima de 30 mil litros por hora, o que seria bastante alta, considerando a vazão de todos os poços que já foram perfurados historicamente na região. A água é um pouco carbonatada, mas de boa qualidade para o consumo humano e devido à vazão que temos aqui, com certeza dará para abastecer a comunidade local”, garantiu o geólogo.

De forma mais técnica, Antonio Luna fez uma análise teórica da presença da água e como ela poderia ser utilizada. “O que temos aqui, em particular, é um tipo de bacia sedimentária de calcário marginal, situada onde há uma mini fossa tectônica preenchida de calcário. É uma concentração localizada de água que faz com que o lençol freático fique bastante superficial. Isso se traduz em uma condição de água determinada, que dá uma vazão bastante apreciável, considerando as condições da região como um todo”, esclareceu.

Os integrantes da comitiva vão registrar e levar as impressões que tiveram até o superintendente para que sejam tomadas medidas cabíveis. Mas a expectativa é que em breve a Codevasf comece os estudos para calcular a vazão e somente então poderá ser construído um poço tubular para posteriormente promover a distribuição dessa água para as comunidades mais próximas. A depender do potencial do reservatório, um pequeno projeto de irrigação comunitária também poderá ser criado.