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Mais 2,2 mil famílias recebem cisternas do Água para Todos

As cisternas de consumo do programa Água para Todos – coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e executado pela Codevasf em sua área de atuação -, chegaram na última semana a mais 2.246 famílias do semiárido de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão. O balanço do programa registra 36.717 famílias beneficiadas até o momento com os reservatórios, que são destinados a acumular a água dos períodos de chuva para garantir tranquilidade a essas populações nos períodos de estiagem prolongada.
publicado: 13/12/2012 15h21, última modificação: 20/06/2018 17h15

As cisternas de consumo do programa Água para Todos – coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e executado pela Codevasf em sua área de atuação -, chegaram na última semana a mais 2.246 famílias do semiárido de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão. O balanço do programa registra 36.717 famílias beneficiadas até o momento com os reservatórios, que são destinados a acumular a água dos períodos de chuva para garantir tranquilidade a essas populações nos períodos de estiagem prolongada.

"São populações difusas que estão na linha da pobreza ou da extrema pobreza, algumas delas encontrando-se isoladas, e que antes do programa não tinham acesso à água por outros meios - como adutoras, sistemas simplificados de abastecimento de água, poços", explica o coordenador do Água para Todos na Codevasf, Carlos Hermínio de Aguiar Oliveira.

Até o final de dezembro, 60 mil beneficiários terão sido validados em 95 municípios – o que significa que mais 23.283 famílias terão sido aprovadas, de acordo com os critérios do Plano Brasil sem Miséria, para receber as cisternas do programa. As 36.717 famílias beneficiadas até agora estão espalhadas por mais de cinco mil comunidades de 65 municípios situados no semiárido.

O agricultor José Varonildo, da comunidade de Jutaí, município de Lagoa Grande, sertão pernambucano, revela que, antes da cisterna, a água só chegava por carro-pipa. “Vai facilitar muito nossa vida, porque quando as chuvas vierem vai juntar água que vai dar para consumo por vários meses, principalmente durante a estiagem”, frisa. Em Lagoa Grande, 300 famílias receberam as cisternas do Água para Todos.

Maria Izabel dos Santos, de Itabi, em Sergipe, conta que vinha usando um carrinho de mão para buscar a água de que ela, o marido e os filhos necessitam para as tarefas de rotina. “Agora, com a minha cisterna em casa, vai ser ótimo”, comemora a agricultora.

Universalizar acesso à água

Criado em meados de 2011 e operacionalizado em 2012, o Água para Todos integra o Plano Brasil sem Miséria e tem como meta principal a universalização do acesso à água para a população rural do semiárido brasileiro levando as cisternas de consumo para os terreiros das casas de 750 mil famílias até 2014.

As cisternas do Água para Todos instaladas pela Codevasf – empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional (MI) -, têm capacidade para armazenar até 16 mil litros de água de chuva captada dos telhados das casas. É esta água, acumulada no período chuvoso, que garantirá a tranquilidade das famílias nos períodos de estiagem prolongada.

Os reservatórios possuem tecnologia moderna testada e aprovada em países como México, Austrália e Indonésia. As principais vantagens do equipamento são a resistência do material e a rapidez de execução e condições de armazenamento, que impedem a incidência de luz solar e evitam a proliferação de algas que podem causar danos à água. A água adequadamente armazenada pode ser usada para beber, cozinhar e escovar os dentes, entre outras tarefas da rotina das famílias.

Participação das comunidades

Um dos pontos fortes do programa é a interação com a comunidade. Para isso, são organizados Comitês Gestores Municipais formados por representantes da sociedade civil organizada, sindicatos de representação rural, associações rurais, igrejas, pastorais e do poder público municipal, além de Comissões Comunitárias. O Comitê auxilia na mobilização local das comunidades visando o cadastramento e validação das famílias a serem beneficiadas, garantindo a correta distribuição dos reservatórios.

A indicação das localidades cabe ao Comitê, bem como a relação dos beneficiários, obedecendo aos critérios do programa – famílias de áreas rurais, prioritariamente do semiárido, em situação de pobreza e extrema pobreza associada à carência de acesso à água com renda per capita de até R$ 140,00, desde que inscritas no Cadastro Único, e também aos aposentados que, mesmo possuindo renda per capita familiar acima de R$140,00, vivam exclusivamente de sua renda previdenciária.

E para garantir o perfeito funcionamento e uso adequado das cisternas, são promovidos cursos de Gestão da Água com as famílias beneficiadas. Nessas capacitações os participantes são orientados quanto à utilização da água sem desperdício e instruções para a manutenção dos reservatórios.

FOTO: AnaPaulaCouto/MI