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Maior exportador de uva testa cultura da maçã

Cinco décadas após a chegada da uva ao sertão do São Francisco, por meio do espanhol José Molina em Santa Maria da Boa Vista (PE), hoje os fruticultores da região acalentam o sonho de produzir maçã, pêra e caqui em escala comercial. O plantio inaugural das frutíferas no Perímetro de irrigação Senador Nilo Coelho foi realizado na última segunda (22) por equipes da Embrapa Semi-árido e da Codevasf em Petrolina.
publicado: 26/11/2010 11h34, última modificação: 20/06/2018 17h09

Cinco décadas após a chegada da uva ao sertão do São Francisco, por meio do espanhol José Molina em Santa Maria da Boa Vista (PE), hoje os fruticultores da região acalentam o sonho de produzir maçã, pêra e caqui em escala comercial. O plantio inaugural das frutíferas no Perímetro de irrigação Senador Nilo Coelho foi realizado na última segunda (22) por equipes da Embrapa Semi-árido e da Codevasf em Petrolina.

Precursor nos testes com as novas variedades de frutas em 1,5 hectare de macieiras, pereiras e caquizeiros, o agricultor Milton Bin acredita na viabilidade comercial das culturas agrícolas adaptadas para o clima quente. “Quando eu morava em Curitiba, no Paraná, você falava em plantio de uva no Nordeste, a gente ficava realmente incrédulo. Por isso mesmo a primeira colocação que se faz sobre a maça: não é pra clima frio? Mas a uva também era pra ser”, compara em tom confiante o proprietário da Fazenda Campodoro em Petrolina. Hoje, 97% da uva brasileira consumida no exterior é colhida nas videiras irrigadas pelo Velho Chico.

Fruta de forte apelo comercial, a maçã em teste no Perímetro Nilo Coelho é das variedades Princesa, Eva e Julieta, a primeira desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e as demais pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). As três variedades estão sendo adaptadas para o Semi-árido pelo pesquisador da Embrapa, Paulo Roberto Lopes Coelho. Além de Pernambuco, as novas fruteiras estão sendo implantadas no interior do Ceará. Segundo Paulo Roberto, o sistema de cultivo da maçã é especial e intercala as três variedades para permitir a polinização cruzada, manejo recomendado para a frutificação das macieiras.

De acordo com a Unidade de Apoio à Produção (UAP) da Codevasf em Petrolina, se as condições ambientais forem favoráveis, a primeira colheita de maçã no Nilo Coelho deve ocorrer no próximo ano. “A gente espera colher de 5 a 15 kg por macieira, o que daria até 15 toneladas de maçã (para a experiência foram cultivadas mil mudas)”, calcula o agrônomo da Companhia, Osnan Soares Ferreira. As variedades Eva, Julieta e Princesa destacam-se pela pouca exigência de frio para quebra de dormência (método que ativa a floração) e pela maturação precoce.

De olho na diversificação da fruticultura para os pequenos produtores, o superintendente da Codevasf, Luís Eduardo Frota, ressalta que a Companhia capacitará a equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para o momento em que as novas culturas agrícolas estarão consolidadas nos perímetros sob responsabilidade da Codevasf.