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Equipamentos de última geração colocam Alagoas no cenário nacional da aquicultura

O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua) da Codevasf, localizado no município alagoano de Porto Real do Colégio, conta agora com mais dois equipamentos de última geração para aquicultura no estado, que se somam aos outros já existentes nos laboratório de nutrição, bromatologia, limnologia, patologia, genética e biotecnologia do centro tecnológico.
publicado: 07/01/2011 14h17, última modificação: 20/06/2018 17h10

O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua) da Codevasf, localizado no município alagoano de Porto Real do Colégio, conta agora com mais dois equipamentos de última geração para aquicultura no estado, que se somam aos outros já existentes nos laboratório de nutrição, bromatologia, limnologia, patologia, genética e biotecnologia do centro tecnológico. Os equipamentos, um cromatógrafo gasoso e um cromatógrafo líquido, os únicos em Alagoas e um dos poucos no Brasil aplicados à aquicultura, possibilitarão melhorar a qualidade do filé de peixe produzido no estado, colocando-o na vanguarda das pesquisas em aquicultura e recursos pesqueiros.

Para a professora Denise Pinheiro, do Instituto de Química e Biotecnologia da Universidade Federal de Alagoas (IQB/Ufal) e uma das pesquisadoras que desenvolvem trabalhos científicos no Ceraqua, esses equipamentos serão utilizados para monitorar as condições fisiológicas dos peixes, tanto aqueles cultivados no centro tecnológico, quanto os capturados no rio São Francisco e seus afluentes.

“Com um maior controle sobre o desenvolvimento dos animais e das rações ofertadas, poderemos produzir peixes com maior qualidade nutricional e os piscicultores empresariais e familiares que absorverem essa tecnologia serão os principais beneficiados, pois terão um animal com menor teor de gordura e maior rendimento do filé”, explicou.

A professora do Instituto de Química e Biotecnologia ainda destacou que um menor teor de gordura poderá ser um diferencial para o produtor, que estará produzindo peixes com maior concentração de nutrientes específicos, a exemplo dos aminoácidos e ácidos graxos. “Quando uma pessoa se alimenta regularmente com peixe que possui maior concentração desses nutrientes, essa dieta colabora, por exemplo, com a redução do risco de problemas cardiovasculares. Isso pode ser um diferencial a ser explorado pelo produtor”, acrescentou Denise Pinheiro.

Para o correto manuseio do cromatógrafo gasoso e do cromatógrafo líquido foram realizados treinamentos ofertados pelas empresas fornecedoras dos equipamentos. Participaram do treinamento a professora Denise Pinheiro (IQB/Ufal) e o médico veterinário Matheus Félix (Codevasf).

O treinamento consistiu, entre outras atividades, no preparo de reagentes, no repasse de orientações acerca do funcionamento dos equipamentos e no exame de amostras de ração e de filé de peixes. Também estão sendo formulado padrões que servirão de parâmetros para análise da ração e dos pescados produzidos no Ceraqua ou capturados no rio São Francisco e em seus afluentes.