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Codevasf participa de reunião sobre corredor multimodal do São Francisco

O Projeto para o Desenvolvimento do Corredor Multimodal do rio São Francisco foi o tema da reunião da qual participou nesta quarta (15) o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, na sede do Banco Mundial (Bird), em Brasilia (DF), junto com representantes do ministério da Integração Nacional (MI), dos Transportes (MT), do DNIT e da ANTAQ.
publicado: 15/08/2012 18h56, última modificação: 20/06/2018 17h14

O Projeto para o Desenvolvimento do Corredor Multimodal do rio São Francisco foi o tema da reunião da qual participou nesta quarta (15) o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, na sede do Banco Mundial (Bird), em Brasilia (DF), junto com representantes do ministério da Integração Nacional (MI), dos Transportes (MT), do DNIT e da ANTAQ.

O objetivo foi fortalecer o intercâmbio de informações entre as instituições envolvidas com projetos que visam à construção desse corredor de integração que irá impulsionar o desenvolvimento econômico de uma região que abarca o norte de Minas Gerais e todo o nordeste do país.

Elmo Vaz estava acompanhado, na reunião, pelo diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf, Guilherme Almeida, e do gerente de Concessões e Projetos Especiais, Roberto Strazer. “O efeito mais importante que terá um corredor multimodal de transporte para a economia da região será a redução do custo de escoamento da produção, bem como o transporte de insumos”, destacou o presidente, acrescentando que projetos importantes já estão sendo desenvolvidos ao longo da calha do rio São Francisco, como o Baixio de Irecê, o projeto Salitre e o Vale do Iuiú. 

A Codevasf tem contrato celebrado com o Bird para produção de um plano de ações visando à implementação do corredor multimodal, do qual a hidrovia do rio São Francisco seria um dos componentes. Entre os estudos a serem feitos e apresentados pelo Bird está a pesquisa de melhores práticas internacionais nas áreas de corredores logísticos, de sustentabilidade financeira e de gestão desses empreendimentos. Esse plano de ações seria repassado ao Ministério dos Transportes órgão que ficará responsável por seu planejamento e implantação. Junto com o Ministério da Integração Nacional, o Ministério dos Tranportes irá compor um comitê interministerial de acompanhamento e de validação do material produzido pelo Bird.
 A iniciativa da Codevasf se junta a outras iniciativas que já vêm sendo alavancadas no governo em torno do corredor multimodal. O Ministério dos Transportes, por exemplo, cuida do tema no âmbito do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) e do Plano Hidroviário Estratégico (PHE).

Milho, soja e algodão –Estudos já feitos pelo Bird dão uma idéia do potencial de desenvolvimento econômico a ser propiciado à região do rio São Francisco pelo corredor multimodal. O transporte de insumos e da produção da região seria o principal vetor: são 2 milhões de toneladas de milho, por exemplo, produzidos anualmente pelo Oeste baiano, e que atendem sobretudo à demanda da região Nordeste do país.

Hoje, segundo o estudo feito pelo banco, o custo do transporte da saca de milho alcança os 32% do seu preço final, e o corredor multimodal – com o milho sendo transportado por hidrovia e por rodovia -, propiciaria uma economia de R$ 1,5 milhão por safra a cada 100 mil toneladas transportadas.

Situação idêntica é a da soja e a do algodão. No caso da soja, a produção do Oeste baiano na última safra foi de 3,6 milhões de toneladas, sendo que a região Nordeste é responsável pelo consumo de 700 mil toneladas em farelo, 150 mil em grãos e 300 mil em óleo. Já a produção de pluma de algodão no Oeste baiano está em 600 mil toneladas anuais, 50% destas sendo atualmente transportadas pelos portos de Santos e de Paranaguá, e os outros 50% para estados nordestinos, debaixo de alto custo de transporte.