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Comitiva brasileira na África

Uma missão da Codevasf, Petrobras, Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Social) visitou no final de fevereiro Senegal e Burkina Faso, na África.
publicado: 05/03/2007 09h52, última modificação: 20/06/2018 17h06


Uma missão da Codevasf, Petrobras, Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Social) visitou no final de fevereiro Senegal e Burkina Faso, na África. A comitiva conheceu a experiência da produção agrícola familiar de algodão, que nesses dois países está integrada à indústria de beneficiamento de pluma, sementes selecionadas e óleo. O objetivo foi analisar a participação dos agricultores no processo industrial e na geração da renda.

Uma das empresas visitadas no Senegal foi a Sodefitex (Sociedade de Desenvolvimento de Fibras Têxteis), na qual os agricultores têm participação acionária ao lado dos governos francês e senegalês. Na cidade de Tabacounda, a 470 km da capital Dakar, os brasileiros conheceram unidades indústrias e escritórios. Já em Burkina Faso, a comitiva foi até Bobo Dioulasso e conheceu uma unidade produtora de óleo.

De acordo com o diretor da área de revitalização das bacias hidrográficas da Codevasf, Jonas Paulo Neres, a rede desses países baseia-se na agricultura familiar que utiliza o jumento como tração animal, como no Nordeste brasileiro. Além disso, prioriza a capacitação dos produtores das próprias comunidades, passando pela alfabetização, conhecimentos técnicos, formação em produção agrícola e em gerenciamento de negócios associativos. “É uma rede integrada à moderna indústria de esmagamento, desfibramento e produção de óleo”, conta o diretor. As unidades exportam para outros países da África e para a Comunidade Européia.

A partir da visita foram criadas as bases para negociar a instalação de projetos em Itaparica e no Vale do Iuiu, na Bahia, onde já está sendo fechada uma parceria entre Codevasf, Petrobras e Chesf. “Foi uma experiência positiva, pois abriu horizontes para relações mais dinâmicas com a AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) e a empresa francesa Dagris”, afirma Neres.  Em março, uma missão da Dagris estará no Brasil para analisar a viabilidade técnica e econômica de um empreendimento em conjunto com a Codevasf.