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Codevasf reúne entidades e produtores para discutir gestão da agroindústria do Perímetro Irrigado Fulgêncio

A Superintendência Regional da Codevasf em Petrolina (PE) promoveu, na tarde da última terça-feira (19), reunião para discutir o modelo de gestão da agroindústria para processamento e beneficiamento de frutas do Perímetro Irrigado Fulgêncio, que fica na zona rural do município de Santa Maria da Boa Vista, Sertão de Pernambuco.
publicado: 20/04/2011 14h02, última modificação: 20/06/2018 17h10

A Superintendência Regional da Codevasf em Petrolina (PE) promoveu, na tarde da última terça-feira (19), reunião para discutir o modelo de gestão da agroindústria para processamento e beneficiamento de frutas do Perímetro Irrigado Fulgêncio, que fica na zona rural do município de Santa Maria da Boa Vista, Sertão de Pernambuco.

O encontro, que teve caráter participativo e interinstitucional, contou com a presença de mais de 60 pessoas, entre as quais estavam representantes da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), órgão estadual vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado de Pernambuco; Fundação para o Desenvolvimento do Semiárido Brasileiro (Fundesa); Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI); e representantes das organizações formais e não formais que atuam no Perímetro Irrigado.

Durante a plenária, representantes dos agricultores fizeram questionamentos e sugeriram propostas importantes para a composição do modelo de gestão que será construído pelo grupo de trabalho composto por representantes das instituições envolvidas e das organizações de produtores.

“Estamos unindo os esforços para fazer da agroindústria do Perímetro Irrigado Fulgêncio um referência no beneficiamento e processamento de frutas para agregar valor aos produtos da agricultura familiar do Sistema Itaparica, diminuir o desperdício e ampliar as ofertas de trabalho na comunidade”, observa o engenheiro agrônomo, Osnan Ferreira, da Unidade Regional de Apoio à Produção da Codevasf em Petrolina.

Agroindústria

A construção do empreendimento agroindustrial dentro do Perímetro Irrigado Fulgêncio atende a uma reivindicação antiga dos produtores e foi viabilizada pelo Governo do Estado de Pernambuco como uma medida para minimizar, a médio e longo prazo, os danos causados pelas chuvas e fortes correntes de vento ocorridos no início de 2010 às plantações de banana, além de ampliar as alternativas de comercialização da produção.

O Governo do Estado investiu inicialmente R$ 380 mil na implantação do empreendimento. De acordo com o gerente geral de Arranjos Produtivos Locais, Gabriel Maciel, da AD Diper, investimentos da ordem de R$280 mil estão previstos para aquisição dos equipamentos. “O Governo do Estado viabilizou a construção dessa agroindústria com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. O empreendimento é uma alternativa visa aproveitar o excedente da produção e pretende, também, viabilizar a abertura de novos mercados”, explica Maciel.

A agroindústria foi construída para agregar todas as associações de agricultores familiares do Perímetro Irrigado Fulgêncio no aproveitamento da produção que ainda estão próprias para o consumo, mas que não são comercializadas por não estarem dentro dos padrões de tamanho e maturação.

“Nossa expectativa é que diminua o desperdício de frutas que chega a 30%. A agroindústria vem para diminuir o descarte da produção porque ela vai absorver esse produto para processamento de polpa, gerando renda e melhorando o preço das frutas para o agricultor”, explica o presidente da Associação de Agricultores do Projeto Fulgêncio (Agripf), Pedro Alcântara.

Mercado

O escoamento da produção é um dos aspectos cruciais para que o empreendimento agroindustrial do Perímetro Irrigado Fulgêncio seja viável. O agente de mercado do Senai, João Guilherme do Prado, explica que, nessa parceria, o Senai vai realizar as capacitações de pessoal para o processamento e fabricação de polpa e doces. “Quando o empreendimento estiver em pleno funcionamento, nós vamos acompanhar o grupo de produção orientando e corrigindo os procedimentos até que eles adquiram autonomia em todas as etapas do processamento. Esse será o momento em que nós nos afastaremos da ação”, detalha o agente de mercado.

Passado as capacitações, o Senai ainda participa de uma segunda fase que é a do acompanhamento das análises laboratoriais dos produtos e da água utilizada no processo. “Essa etapa será bastante importante para que eles possam articular e viabilizar o registro dos produtos no Ministério da Agricultura para comercialização”, finaliza Prado.