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Codevasf investe em apicultura

A atividade apícola vem se consolidando como uma boa alternativa para geração de emprego e renda, principalmente durante o período de seca, tornando-se uma atividade importante para os pequenos produtores rurais.
publicado: 03/08/2012 17h02, última modificação: 20/06/2018 17h13

A atividade apícola vem se consolidando como uma boa alternativa para geração de emprego e renda, principalmente durante o período de seca, tornando-se uma atividade importante para os pequenos produtores rurais. A Codevasf apoia a estruturação da atividade e já mobilizou e capacitou aproximadamente 3,3 mil produtores e investiu cerca de R$ 19 milhões até o final de 2011, segundo o último balanço feito. "A apicultura é uma das poucas atividades produtivas que não exige um alto investimento inicial e é capaz de causar impactos positivos, tanto sociais quanto econômicos, além de contribuir para a manutenção e preservação dos ecossistemas existentes", explicou a gerente substituta de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, Izabel Aragão.

O investimento na atividade foi feito em toda área de atuação da empresa pública, com destaque para o norte de Minas Gerais, sudeste e sudoeste do Piauí; Moxotó, Araripe, Pajeú e Sertão do São Francisco, em Pernambuco; microrregiões de Ibotirama, Bom Jesus da Lapa e Juazeiro, na Bahia, e território do Baixo São Francisco, em Alagoas e Sergipe.

Em Picos, no Piauí, foi implantado um centro de tecnologia apícola (Centapi), com objetivo de qualificar a atividade por meio da difusão tecnológica junto aos apicultores e, consequentemente, melhorar a qualidade final do mel. Hoje, a região de Picos é o principal polo de produção de mel do estado, congregando 36 municípios e responsável juntamente com a região de São Raimundo Nonato por mais de 90% do mel produzido no Piauí.

A atividade também é desenvolvida no município piauiense de Simplício Mendes. Segundo Lourimar Reis, presidente da Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (Comapi), as ações da Codevasf, em parceria com a prefeitura local, aumentaram a produção local. "Aumentou o número de colmeias e, conseqüentemente, a renda dos produtores da região", disse.

Rota do mel - A partir de 2012, o Ministério da Integração Nacional, juntamente com a Codevasf estão responsáveis pela implementação do eixo Inclusão Produtiva do Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A principal estratégia de atuação da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI) para atuação no adensamento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e no Plano Brasil sem Miséria será a implementação das "Rotas de Integração Nacional".

A cadeia produtiva da apicultura, por todas as potencialidades que apresenta, foi inserida nas Rotas de Integração Nacional, denominada Rota do Mel. A Rota é uma metodologia que trata do desenvolvimento econômico das regiões mais desiguais a partir de eixos logísticos, incorporando cooperação, tecnologia, acesso ao mercado e educação das populações situadas ao redor desses eixos. "A metodologia visa a estruturação e dinamização desses APLs, considerando as potencialidades socioprodutivas latentes e os gargalos atuais do sistema produtivo, a partir de um olhar apurado sobre as especificidades socioeconômicas e culturais de cada território", acrescentou Izabel Aragão.

Erradicação da pobreza - O objetivo principal das Rotas é contribuir efetivamente para a erradicação da pobreza extrema por meio da inclusão produtiva de microrregiões de menor renda.

Nesse contexto, para os anos entre 2012 e 2014, a Codevasf em parceria com a SDR/MI, planeja implantar kits produtivos de apicultura (individuais, comunitários e estruturantes) para fornecer ao produtor colmeias e materiais necessários à produção de mel, pólen e cera de abelhas; implantar casas de mel ou equipar as já existentes, implantar unidades de extração de mel, unidades de beneficiamento de pólen, unidades de beneficiamento de ceras, casas de mel móveis e entrepostos.

Para o êxito da implantação desses kits, serão mobilizadas as comunidades, identificando as necessidades do indivíduo ou das associações, e a vocação produtiva regional, além do acompanhamento e capacitação do público beneficiado.

O aumento da produção de alimentos busca garantir uma alimentação saudável e equilibrada para as famílias rurais, com a possibilidade de comercialização do excedente e consequente geração de renda e qualidade de vida no campo.