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Centro de Aquicultura recebe visita de pesquisador espanhol

O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua) recebeu, durante esta semana, a visita do pesquisador espanhol Juan Asturiano, da Universidad Politecnica de Valencia, que foi à Alagoas participar de uma cooperação técnica internacional entre o grupo de pesquisa Acuicultura y Biodiversidad e pesquisadores das instituições que integram o Centro, a exemplo da Codevasf, Embrapa e Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
publicado: 24/11/2010 14h12, última modificação: 20/06/2018 17h09

O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua) recebeu, durante esta semana, a visita do pesquisador espanhol Juan Asturiano, da Universidad Politecnica de Valencia, que foi à Alagoas participar de uma cooperação técnica internacional entre o grupo de pesquisa Acuicultura y Biodiversidad e pesquisadores das instituições que integram o Centro, a exemplo da Codevasf, Embrapa e Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A visita e os trabalhos técnicos tiveram a coordenação do pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Paulo Carneiro, que realizou os contatos iniciais com o pesquisador espanhol na Universidad Politecnica de Valencia, na qual realiza pós-doutorado. “A vinda do Juan ao Centro possibilitou que ele tivesse contato com a tecnologia de conservação de sêmen do tambaqui Colossoma macropomum e pudesse, também, analisar o desenvolvimento gonadal desses animais. Pretendemos desenvolver uma cooperação com o grupo de pesquisa do qual ele faz parte na Espanha para que possamos executar atividades que possibilitem a melhoria na reprodução do tambaqui em cativeiro”, explicou o pesquisador da Embrapa. Ele ainda acrescentou que a vinda do pesquisador espanhol ao centro abre a possibilidade da ida de técnicos e pesquisadores do centro tecnológico a Espanha para desenvolver atividades correlatas.

Segundo Paulo Carneiro, o conhecimento técnico de Juan Asturiano sobre a reprodução em cativeiro da enguia europeia, peixe que possui um processo de reprodução artificial mais difícil em comparação com o tambaqui, certamente contribuirá para a melhoria deste processo no Brasil. “O melhoramento da tecnologia de reprodução do tambaqui irá refletir positivamente na produção comercial de alevinos desses peixes, especialmente com a redução de custos. Quando você diminui o desperdício de sêmen e de hormônios utilizados no processo, isso reduz custos para o produtor e fortalece a piscicultura familiar e empresarial”, declarou.

Juan Asturiano também se mostrou entusiasmado com a possibilidade de uma cooperação internacional entre o Centro e a Universidad Politecnica de Valencia. “Há um grande potencial para cooperação internacional entre pesquisadores do Brasil e da Espanha. Os países europeus estão atentos à colaboração na investigação científica. Temos muito ainda pela frente, mas já temos a identificação de uma atuação conjunta”, afirmou o pesquisador espanhol.

Entre as atividades desenvolvidas pelo grupo de pesquisadores do Brasil e da Espanha estão a análise de amostras de tambaqui com ou sem indução de reprodução por hipofisação e estudos fisiológicos desses animais com análise comparativa de peso, sangue, esperma, testículos, músculos, fígado, entre outros órgãos, de diversas amostras dos peixes utilizados nos viveiros do Centro. Eles também realizaram ensaios de criopreservação do sêmen com o objetivo de melhorar a técnica que permite armazenar o material genético do peixe para produção de animais de acordo com a demanda. As atividades foram encerradas na última sexta-feira, na unidade Embrapa Tabuleiros Costeiros em Aracaju (SE), com a realização de um seminário interno sobre biotecnologia da reprodução de peixes.

Além de Paulo Carneiro e de Juan Asturiano, participaram das atividades os engenheiros de pesca da Codevasf Kley Lustosa e Sérgio Marinho, o biológo José Reginaldo, também dos quadros da Codevasf, os pesquisadores da Embrapa Hymerson Azevedo, Alexandre Nizio Maria e Jadson Pinheiro, integrantes do Laboratório de Biotecnologia de Reprodução Animal da unidade Embrapa Tabuleiros Costeiros, e o professor do curso de Engenharia de Pesca da Ufal, André Gentellini.