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Bacia do Parnaíba contará com peixamentos da Codevasf

Os peixamentos com espécies nativas – importante ação ambiental da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – irão chegar em breve à bacia do rio Parnaíba. Este foi o tema de reunião na superintendência regional da Companhia no Piauí entre a Codevasf e diversos órgãos vinculados à proteção ambiental no estado, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do estado (Funpapi) e Sindicato dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de José de Freitas (Sindipesca).
publicado: 24/04/2013 16h26, última modificação: 20/06/2018 17h16

Os peixamentos com espécies nativas – importante ação ambiental da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – irão chegar em breve à bacia do rio Parnaíba.

Este foi o tema de reunião na superintendência regional da Companhia no Piauí entre a Codevasf e diversos órgãos vinculados à proteção ambiental no estado, como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do estado (Funpapi) e Sindicato dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de José de Freitas (Sindipesca).

De acordo com o diretor da Área Revitalização da Codevasf, José Augusto Nunes, que presidiu a reunião, o encontro faz parte das ações estratégicas da empresa para revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba.

O biólogo Yoshimi Sato, doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade de São Carlos, que trabalha no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, no município de Três Marias, em Minas Gerais, será um dos coordenadores dessa iniciativa, que atualmente é desenvolvida pela empresa na bacia do rio São Francisco. Somente no ano de 2012, foram soltos 5,5 milhões de alevinos no Velho Chico pelos sete Centros operados pela Codevasf.

Revitalização e sustentabilidade

A programação de Sato no Piauí se estende durante toda esta semana e inclui também uma ida à estação de piscicultura de Nazária para verificação e orientação quanto ao planejamento para elaboração de projeto de produção de peixes nativos do rio Parnaíba, visita ao laboratório de pesquisa em piscicultura do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí, em Teresina, visita às estações de piscicultura em Porto Alegre do Piauí e Piripiri e ao Centro de Referência em Aquicultura e Pesca de Parnaíba (PI), além da visita ao Mercado do Peixe, em Teresina.

A produção de alevinos de espécies nativas para recomposição da ictiofauna de rios, lagoas e grandes reservatórios hídricos visa não só à revitalização desses ambientes, mas também a sustentabilidade da atividade pesqueira, com o aumento da abundância de peixes e a diminuição dos efeitos da pressão do esforço de pesca sobre algumas espécies mais visadas, além de adicionalmente possibilitar a recuperação do estoque de algumas espécies de peixes que se encontram ameaçadas de extinção.

Os peixamentos também são uma importante forma de divulgar conceitos de educação ambiental com foco na interdependência entre conservação da biodiversidade, qualidade de vida e economia local.

Para o diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, José Augusto Nunes, essas ações melhoram a vida da comunidade ribeirinha além de possuírem caráter educacional.

"Os jovens, sobretudo as crianças, têm a oportunidade de conhecer as espécies que já são raridade no rio. A gente perpetua as espécies, garantindo o estoque pesqueiro para gerações futuras, o que melhora a vida das populações ribeirinhas. O objetivo da Codevasf é promover a revitalização do rio, garantindo a sobrevivência das espécies", destaca o diretor.

Ganhos ambientais, sociais e econômicos

A revitalização de bacias hidrográficas é uma área importante de atuação da Companhia e engloba aspectos ambientais, sociais e econômicos.

"A primeira função do povoamento é a conservação da biodiversidade, uma vez que muitas espécies de peixes estão em processo de extinção. A segunda etapa se dá em função da grandeza dos programas de peixamento, que é atender a pesca artesanal e a esportiva, por ser feita em ambientes públicos, como rios, lagos, reservatórios – uma ferramenta importante para economia regional”, observa o biólogo Yoshimi Sato.

Quanto ao processo de planejamento para soltura de alevinos no rio Parnaíba, Sato acrescenta que a ação humana é necessária para manutenção das espécies de peixe, uma vez que a interferência do homem no meio ambiente é causa desta extinção.

“Na bacia do Parnaíba, uma das tarefas fundamentais da Codevasf é começar com o peixamento das espécies de cunho econômico e ecológico. Vamos montar um programa de curto, médio e longo prazo para que algumas ações, a depender da infraestrutura existente, já apresentem resultado no próximo ciclo de pesca", ressalta o biólogo.

Ouça a notícia da Rádio Codevasf:
http://www.codevasf.gov.br/principal/promocao-e-divulgacao/central-de-radio/materias-e-entrevistas-2013/25-bacia-do-parnaiba-passara-a-contar-com-peixamentos-da-codevasf.mp3