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Ato público no Piauí marca soltura de 100 mil alevinos na bacia do Parnaíba

Os rios Parnaíba e Poti ganharam na manhã desta quarta-feira (4) 100 mil alevinos da espécie curimatã, peixe nativo da bacia do Parnaíba, inseridos na área do Parque Municipal Encontro dos Rios, por uma parceria da Codevasf com o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Esse foi o segundo peixamento realizado no estado do Piauí neste ano com a participação da Codevasf. O objetivo é repovoar recursos hídricos da região com a inserção de peixes jovens e alevinos de espécies nativas da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba.
publicado: 04/07/2013 11h56, última modificação: 20/06/2018 17h16

Os rios Parnaíba e Poti ganharam na manhã desta quarta-feira (4) 100 mil alevinos da espécie curimatã, peixe nativo da bacia do Parnaíba, inseridos na área do Parque Municipal Encontro dos Rios, por uma parceria da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com o Governo do Estado e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Esse foi o segundo peixamento realizado no estado do Piauí neste ano com a participação da Codevasf. O objetivo é repovoar recursos hídricos da região com a inserção de peixes jovens e alevinos de espécies nativas da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba.

Presente à soltura dos alevinos, o governador do Piauí, Wilson Martins, destacou a importância da piscicultura para o estado. "A piscicultura é uma atividade importante no rio Parnaíba, que é uma âncora de todo o Vale. O Encontro dos Rios não poderia ser mais simbólico. Nós temos aqui pessoas que vivem da pesca em torno dos rios Parnaíba e Poti, e nós viemos trazer uma espécie que é nativa aqui destes rios, que é o curimatã, produzida aqui no Piauí”, disse o governador.
Ele aproveitou para agradecer à Codevasf, à SDR e ao Dnocs pela parceria. “Estamos fazendo isso no estado todo, já instalamos nove projetos importantes de peixamento e piscicultura nas barragens e grandes lagoas. Vamos ter muito mais renda, emprego e qualidade de vida, além de contribuir efetivamente para o meio ambiente", frisou.

Os peixes usados no repovoamento foram levados até o local em "transfish" - caixa de transporte de peixes vivos, para então serem soltos no rio. As espécies nativas são produzidas pelo Dnocs na estação de piscicultura Ademar Braga, em Piripiri (PI), que recebeu recursos da Codevasf para a ampliação de sua capacidade de produção de 3,5 milhões para 10 milhões de alevinos ao ano, destinados a povoamento de reservatórios, açudes e rios e produção em tanques-rede distribuídos por todo o Estado.

Vale do Parnaíba preservado

O diretor da área de revitalização de bacias hidrográficas da Codevasf, José Augusto Nunes, que também participou da soltura de alevinos, destaca que esta ação contribui significativamente para preservação do Vale do Parnaíba.
“Essa é a primeira soltura que acontece no rio Parnaíba - e, a partir de agora, ocorrerá em série, com todas as espécies de peixes, fidalgo, surubim, aquelas exigidas pelo pescador. O que pode até não resolver o problema da pesca, mas nós vamos garantir a perpetuação da espécie de modo que os estoques pesqueiros sejam preservados neste tão importante manancial de água do nordeste brasileiro”, assevera.

Nunes acrescenta que esta ação de soltura de alevinos vem associada a outras ações desenvolvidas pela empresa na calha do rio Parnaíba para proteger as águas dos rios, como o esgotamento sanitário feito em todos os municípios que estão na calha do Parnaíba, de Santa Filomena a Ilha Grande, a demarcação do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba e a contenção de dunas no município de Ilha Grande. “A Codevasf está preocupada com a questão ambiental”, garante o diretor da área de revitalização de bacias hidrográficas da Codevasf.

Moisés Barjd, membro da associação dos pescadores do Piauí, avalia que “essa ação tem uma importância muito grande, principalmente porque hoje um dos maiores problemas que os pescadores estão sentindo é a diminuição dos peixes nos estoques pesqueiros. Então, quanto mais nós pudermos colocar peixes retornando para natureza, melhor, principalmente as espécies da região. Este é um peixe adaptado à nossa região e que está em baixa, precisa de reprodução, porque tem diminuído bastante em virtude da poluição e do assoreamento dos rios”.

Já o coordenador estadual do Dnocs, José Carvalho, destacou que, em seis meses, os pescadores já poderão retirar os peixes do rio. "O mais importante é permitir o repovoamento do rio. É um reforço à preservação da espécie. Essa ação vai beneficiar toda a população ao longo da bacia do Parnaíba. O trabalho em parceria com a Codevasf é contínuo. Este é um apoio para garantir a perpetuação de uma espécie muito importante para nossa população”, apontou.
Carvalho observou ainda que o Dnocs e a Codevasf são duas instituições com tradição no desenvolvimento do Nordeste e na piscicultura, “não só com espécies exóticas para os grandes projetos de produção de peixe, mas, em especial, neste trabalho que é ambiental e social, que é da preservação das nossas espécies".

Revitalização de bacias

Peixamento no rio ParnaíbaO peixamento é uma atividade que visa ao repovoamento de um corpo d'água com o uso de larvas, alevinos ou juvenis de peixes e compõe-se de várias etapas, como a coleta e a escolha das matrizes, a reprodução em cativeiro, a produção dos alevinos, o transporte e a introdução dos peixes no corpo d’água. O evento faz parte das ações estratégicas da Codevasf para revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba e é resultado do planejamento de soltura de peixes nativos no rio Parnaíba iniciado em abril deste ano.

A ação é apoiada por diversos parceiros, como: Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Meio Ambiente (Semar), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Federação de Pescadores, Sindicato dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de José de Freitas (Sindipesca), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros.

A produção de alevinos de espécies nativas para recomposição da ictiofauna de rios, lagoas e grandes reservatórios hídricos visa não só à revitalização desses ambientes, mas também à sustentabilidade da atividade pesqueira, com o aumento da abundância de peixes e a diminuição dos efeitos da pressão do esforço de pesca sobre algumas espécies mais visadas, além de adicionalmente possibilitar a recuperação do estoque de algumas espécies de peixes que se encontram ameaçadas de extinção. Os peixamentos também são uma importante forma de divulgar conceitos de educação ambiental com foco na interdependência entre conservação da biodiversidade, qualidade de vida e economia local.

A primeira ação da Companhia no estado neste ano inseriu cerca de 30 mil peixes da espécie nativa curimatã na barragem Salinas, em São Francisco do Piauí (PI). O peixamento foi realizado em parceria com as prefeituras municipais de São Francisco do Piauí e de Oeiras (PI), e mobilizou piscicultores da colônia de pescadores Z-24, autoridades municipais e moradores, que acompanharam a soltura dos peixes.

Fotos: Thiago Amaral / CCom-PI

Ouça a notícia da Rádio Codevasf:

http://www.codevasf.gov.br/principal/promocao-e-divulgacao/central-de-radio/materias-e-entrevistas-2013/01-cem-mil-alevinos-de-curimata-sao-soltos-no-encontro-dos-rios-parnaiba-e-poty-em-teresina.mp3