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Áreas ociosas serão aproveitadas

A Codevasf e o Grupo Pensa (Centro de Conhecimento em Agronegócios da Universidade de São Paulo – USP) estão desenvolvendo um estudo que irá revelar as áreas ociosas
publicado: 12/04/2007 10h38, última modificação: 20/06/2018 17h07

A Codevasf e o Grupo Pensa (Centro de Conhecimento em Agronegócios da Universidade de São Paulo – USP) estão desenvolvendo um estudo que irá revelar as áreas ociosas, dentro dos projetos da Companhia no vale do São Francisco, que possam ser aproveitadas para a instalação de programas de produção de biocombustível irrigado. Uma reunião em Bom Jesus da Lapa, Bahia, reuniu representantes da Codevasf, Grupo Pensa, representantes dos produtores, empresários e Embrapa para a discussão do projeto. 

Para dar início às ações, a Codevasf pretende estruturar um modelo na região do Projeto Formoso, na Bahia, com a participação da Petrobras. Um estudo está sendo realizado para identificar as áreas que possam oferecer uma escala mínima, 25 hectares, para a plantação de cana-de-açúcar e para detalhar os investimentos para implantação do projeto. A partir dessas informações, a Companhia apresentará à Petrobras um projeto econômico-financeiro, do qual ela participaria com até 30% do capital. Segundo técnicos do Pensa, as áreas do Projeto Formoso têm condições mais favoráveis de clima e solo para a produção de cana-de-açúcar do que Ribeirão Preto, maior produtor do Brasil. 

A iniciativa vem ao encontro de um programa da Petrobras, que pretende analisar 40 projetos em todo o país referentes ao biocombustível, para aumentar a produção brasileira de etanol e permitir ao Brasil chegar à vanguarda na produção de energias renováveis. A Petrobras entrará como sócia em conjunto com uma cooperativa de produção e empresários donos de terras, para constituir uma Sociedade de Produção Específica (SPE), que será a destilaria. 

O projeto deve atingir uma área no Projeto Formoso de 5.000ha e, 7.000ha provenientes de produtores/empresários externos, mas próximos à área do Formoso. Entretanto, a planta da destilaria poderá absorver uma área de 20.000ha, podendo contemplar produtores em um raio de até 30km de distância da destilaria, que ficará sediada no Projeto Formoso 'H'.

A iniciativa da Codevasf atende uma demanda do Ministério da Integração Nacional, que apóia o desenvolvimento de áreas para o biocombustível irrigado no semi-árido brasileiro.