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AL: Quase 1,5 milhão de alevinos já foram soltos pela Codevasf este ano na bacia do São Francisco

Peixamento realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município de Feliz Deserto (AL) inseriu cerca de 150 mil alevinos das espécies piau e xira no rio Canduípe, que corta a área urbana da cidade. Esse foi o quinto peixamento realizado pela Codevasf em 2013 para repovoar recursos hídricos da região com a inserção, somente neste ano, de quase 1,5 milhão de peixes jovens e alevinos de espécies nativas na porção alagoana da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
publicado: 21/03/2013 10h53, última modificação: 20/06/2018 17h16

Peixamento realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município de Feliz Deserto (AL) inseriu cerca de 150 mil alevinos das espécies piau e xira no rio Canduípe, que corta a área urbana da cidade. Esse foi o quinto peixamento realizado pela Codevasf em 2013 para repovoar recursos hídricos da região com a inserção, somente neste ano, de quase 1,5 milhão de peixes jovens e alevinos de espécies nativas na porção alagoana da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

Além do peixamento realizado no rio Canduípe, a Codevasf doou cerca de 20 mil alevinos das espécies comerciais tilápia e tambaqui para piscicultores familiares de Feliz Deserto.

“A prefeitura de Feliz Deserto desenvolve um projeto de estímulo à piscicultura em viveiros escavados com agricultores familiares. Muitos já tinham viveiros, mas estavam desativados por falta de apoio. Para executar esses projetos, disponibilizamos assistência técnica e os alevinos em parceria com o Governo de Alagoas e a Codevasf. Pretendemos com isso incrementar a renda dessas famílias, ao mesmo tempo em que promovemos segurança alimentar, pois o pescado será consumido e também negociado o excedente”, explicou o secretário municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca de Feliz Deserto, Emmanuel Lessa, que representou o prefeito do município, Maikon Beltrão.

Emmanuel Lessa ainda destacou os resultados do repovoamento realizado pela Codevasf no rio Canduípe. “Esse é o terceiro peixamento realizado pela companhia em parceria com a Prefeitura de Feliz Deserto. Muitos pescadores nos procuram para mostrar peixes de até 4 kg que foram pescados no Canduípe – resultado dos peixamentos anteriores. Isso é imensamente gratificante. Estamos pensando no próximo para o mês de novembro”, afirmou.

Segundo o secretário, o peixamento beneficia diretamente, por dia, 15 famílias de pescadores que retiram do rio o alimento. Ele prevê que em cinco meses os peixes inseridos neste último repovoamento possam ser consumidos pela população.

Educação ambiental

O peixamento em Feliz Deserto é o quinto realizado pela Codevasf em Alagoas somente em 2013. Essas ações de repovoamento da ictiofauna de recursos hídricos já inseriram até o momento quase 1,5 milhão e foram realizadas nos municípios de Penedo, no rio São Francisco e na várzea da Marituba do Peixe, de Porto Real do Colégio, de Piaçabuçu e de Feliz Deserto. Em 2012, a Codevasf inseriu mais de 4 milhões de peixes em águas do estado de Alagoas.

Os peixes usados nos repovoamentos realizados pela companhia são produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, que produz tecnologia para aplicação nas ações do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

De acordo com o engenheiro de pesca da Codevasf Alexandre Delgado, chefe do Centro, a companhia já tem mais cinco peixamentos para a bacia do São Francisco em Alagoas neste ano. “Estamos projetando a realização de cinco peixamentos públicos ainda em 2013, beneficiando a população dos municípios de Coruripe, Piranhas, Piaçabuçu, Pão de Açúcar e Delmiro Gouveia”, informou.

Para o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Luiz Alberto Moreira, os peixamentos também possuem uma função de retomar a ligação da população com o ecossistema no qual são inseridos os peixes.

“Além de ter uma função social, com a criação de oportunidades de renda por meio da pesca e de promover a segurança alimentar nessas comunidades, os peixamentos lembram às comunidades sua intima relação com esses recursos hídricos. É um processo de educação social e ambiental, no qual famílias inteiras participam da liberação dos peixes sob orientações de técnicos da Codevasf. E essas pessoas serão aliadas no respeito ao período de crescimento natural desses animais e no combate à pesca predatória”, declarou.