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Agricultura irrigada é tema de seminário nacional em Minas Gerais

O papel da irrigação como instrumento importante no enfrentamento aos efeitos da seca será debatido durante o II Seminário Nacional de Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Secretaria Nacional de Irrigação (Senir), do Ministério da Integração Nacional (MI), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e que acontecerá nos dias 6 e 7 de junho, em Belo Horizonte (MG).
publicado: 28/05/2013 12h13, última modificação: 20/06/2018 17h16

O papel da irrigação como instrumento importante no enfrentamento aos efeitos da seca será debatido durante o II Seminário Nacional de Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Secretaria Nacional de Irrigação (Senir), do Ministério da Integração Nacional (MI), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e que acontecerá nos dias 6 e 7 de junho, em Belo Horizonte (MG).

O evento vai reunir formuladores de políticas agrícolas e agroindustriais, representantes de instituições públicas e privadas, além de produtores e demais agentes envolvidos com os temas do setor. Serão apresentados quatro painéis que debaterão temas como agricultura irrigada e meio ambiente; contribuição da agricultura irrigada para a agropecuária; agricultura irrigada e desenvolvimento, além do panorama e desafios da agricultura irrigada.

“Este será o primeiro evento a ser realizado em âmbito nacional após a sanção pela presidenta Dilma Rousseff da nova Política Nacional de Irrigação, que aconteceu com a publicação da lei 12.787 em 14 de janeiro deste ano”, aponta o diretor da área de Gestão de Empreendimentos Irrigados da Codevasf, Solon Braga. “A nova lei traz inovações, reforça as parcerias entre os setores público e privado com o objetivo de ampliar a área irrigada do país e traz melhorias para a gestão de projetos públicos de irrigação, tendo como diretriz principal a busca pela eficiência no uso dos recursos hídricos”, destaca.

Solon Braga observa ainda que a Codevasf já contava com sete perímetros de irrigação inseridos no programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) desde 2011, e a partir de novembro de 2012 passou a ter outros sete com a criação do Mais Irrigação, programa coordenado pelo MI e executado pela Codevasf em sua área de atuação. “São, assim, 14 projetos de irrigação sob a responsabilidade da Codevasf dentro da carteira do PAC, perfazendo 97 mil hectares irrigáveis que receberão investimentos superiores a R$ 400 milhões até 2014. É um grande desafio para a Companhia”, assinala o diretor da Codevasf.

Irrigação


Especialistas do setor de irrigação participarão dos painéis e debates. Entre os assuntos, está a Política Nacional de Irrigação. Além disso, estão na pauta as possibilidades de expansão do potencial nacional para a agricultura irrigada, que chega a 30 milhões de hectares.

Os 26 perímetros irrigados mantidos pela Codevasf na bacia hidrográfica do São Francisco alcançaram R$ 1,4 bilhão em valor bruto de produção (VBP) em 2012 – 11% a mais do que em 2011. Deste valor, 42% provêm de produção familiar e 58% têm origem empresarial. No âmbito exclusivo da produção familiar, o crescimento foi de 17% em relação a 2011 – de R$ 517 milhões para R$ 605 milhões.

“A Codevasf vem, a cada dia, consolidando seu papel de propulsora do desenvolvimento regional nos estados onde atua, principalmente através da agricultura irrigada – seja apoiando projetos existentes ou implantando novos perímetros de irrigação com recursos oriundos do PAC, por meio do programa Mais Irrigação”, nota o presidente da Codevasf, Elmo Vaz.

Além dos 26 perímetros irrigados instalados pela Codevasf, a Companhia administra outros dez perímetros, localizados na Bahia e em Pernambuco, em convênio mantido com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) – os quais, somados aos primeiros, fazem com que a área irrigável total sob a responsabilidade da Codevasf alcance cerca de 140 mil hectares.

Estes perímetros foram criados pela Chesf na década de 1990 para compensar famílias que viviam na área rural onde se formou o lago da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga, instalada nas proximidades de Petrolândia (PE). Em 2012, o VBP destes perímetros, que recebem em conjunto o título de Sistema Itaparica, foi de R$ 126,2 milhões, com produção de 226,3 mil toneladas em área cultivada de 16,9 mil hectares. Os projetos mantêm 16,9 mil empregos diretos e viabilizam 25,4 mil empregos indiretos.