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Agricultores familiares incrementam atividade artesanal no Sistema Itaparica

Há mais de duas décadas a agricultura familiar vem se fortalecendo nos Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica com o desenvolvimento da agropecuária. Mas é na atividade artesanal que homens e mulheres de todas as idades vêm revelando seus talentos, buscando alternativas de diversificar as fontes de renda da comunidade em que vivem.
publicado: 05/08/2011 13h42, última modificação: 20/06/2018 17h11

Há mais de duas décadas a agricultura familiar vem se fortalecendo nos Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica com o desenvolvimento da agropecuária. Mas é na atividade artesanal que homens e mulheres de todas as idades vêm revelando seus talentos, buscando alternativas de diversificar as fontes de renda da comunidade em que vivem.

Um exemplo disso é o grupo Mania de Arte Rural (MAR), do Perímetro Irrigado Pedra Branca, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré, região norte da Bahia, que realizou, nessa semana, solenidade de conclusão dos cursos de pintura em tecido e biscuit (porcelana fria obtida da mistura do amido de milho, cola e conservante). Na oportunidade, consolidaram a integração à Associação Agropecuária e Artesanal do Município de Abaré (Florimel).

O evento também contou com a exposição das peças produzidas pelas artesãs do Mania de Arte Rural. Em cada produto está impressa a identidade local. Entre os desenhos, cores e formas, se destacam os motivos inspirados nas flores, frutas, verduras e hortaliças produzidas no Perímetro Irrigado Pedra Branca.

“Podemos notar que o grupo encontra inspiração na própria comunidade. A força da agricultura familiar também se reflete na atividade diversificada de seus atores sociais. Apoiamos estas iniciativas para que o grupo consiga dar os primeiros passos e traçar seus próprios destinos”, disse o chefe da Unidade de Apoio à Produção, Zilton Alves, da Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro (BA).

Prata da casa – A realização dos cursos fazia parte de um sonho antigo de Maria da Glória Silva Ribeiro, conhecida por dona Glorinha, que sempre teve habilidade para o artesanato e a determinação de ensinar, para as novas gerações, a arte do ofício dos bordados, crochê, costura de roupas, pintura em tecido, biscuit, entre outros trabalhos manuais.

“Acredito que uma atividade como essa, onde só tem espaço para o belo e a criatividade, pode ser uma alternativa de ampliar as fontes de emprego e renda do Perímetro Irrigado Pedra Branca. Para a juventude, além da profissionalização, é uma forma de tirá-los da situação de risco social”, disse a artesã e instrutora dos cursos Maria da Glória.

Ela sonha alto e em benefício da comunidade rural. “O primeiro curso que ministrei foi o de corte e costura. Ele nos estimulou a formar o grupo que conta com 14 integrantes. Pretendo realizar outros cursos. Assim, essas pessoas poderão trabalhar com a atividade que mais se identificar”, comenta.

A habilidade para os trabalhos artesanais é uma riqueza cultural do Perímetro Irrigado Pedra Branca e isso vem despertando na juventude rural o potencial alternativo para a diversificação da atividade agrícola. “Sempre tive vontade de aprender a costurar e com o Mania de Arte Rural tive a oportunidade de fazer um curso perto de minha casa. Estou cheia de expectativas e já me sinto apta para começar a trabalhar no ramo, pois existe um mercado esperando por nós”, revela a integrante do curso Marizélia Gomes de Santana.

Sistema Itaparica – É um conjunto de Perímetros Irrigados implantados pela Chesf, em função da construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), para reassentar as famílias que viviam na zona rural onde formou o lago de Itaparica. Através de um convênio, a Codevasf atua no empreendimento para o desenvolvimento da agricultura irrigada.