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Ações executadas pela Codevasf chegarão a mais três municípios do agreste alagoano

Mais três municípios do agreste Baixo São Francisco alagoano ficarão aptos a receber as ações de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria e as de acesso à água do programa Água para Todos, executadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A população de Feira Grande, Campo Grande e Olho D'Água Grande se reuniu nesta sexta (14) para eleger seus representantes nos comitês gestores municipais do Plano Brasil Sem Miséria. Os comitês têm, entre suas atribuições, participar da validação dos beneficiários das ações e acompanhar a correta execução das mesmas em seus respectivos municípios.
publicado: 14/06/2013 16h43, última modificação: 20/06/2018 17h16

Mais três municípios do agreste Baixo São Francisco alagoano ficarão aptos a receber as ações de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria e as de acesso à água do programa Água para Todos, executadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A população de Feira Grande, Campo Grande e Olho D'Água Grande se reuniu durante esta sexta (14) para eleger seus representantes nos comitês gestores municipais do Plano Brasil Sem Miséria. Os comitês têm, entre suas atribuições, participar da validação dos beneficiários das ações e acompanhar a correta execução das mesmas em seus respectivos municípios.

“Esses investimentos são uma felicidade para a nossa tribo. Precisamos ter condições de sobrevivência. Não só a nossa tribo, como toda a cidade”, disse o cacique da tribo Tinguin Boto, Eliviano Campos. Ele foi um dos representantes eleitos em Feira Grande, em evento realizado no Clube Social do município.

“Como liderança tribal quero fazer com que esses investimentos da Codevasf do Água para Todos cheguem a quem precisa”, completou o cacique, cujo nome indígena é Erianê. A tribo Tinguin Boto possui aproximadamente 210 famílias indígenas que sobrevivem da agricultura produzindo batata-doce, milho e feijão.

“Nos dois últimos anos estamos sofrendo com a estiagem. A previsão climática não mostra mudanças. O Água para Todos está fazendo com que essa situação não se agrave mais. O programa veio em boa hora, as cisternas irão melhorar a vida da população”, destacou o vice-prefeito de Feira Grande, César Pereira Silva.

Juntos, os três municípios do agreste alagoano irão receber 2.783 cisternas do programa Água para Todos, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e executado pela Codevasf em sua área de atuação.

Inclusão produtiva

Para o comitê gestor municipal de Feira Grande foram eleitos representantes de associações comunitárias, das igrejas católica e evangélica, da prefeitura, de assentamento de reforma agrária, da Federação de Associações Comunitárias, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de agentes comunitários de saúde e de professores.

O comitê será coordenado pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Laelson Melo, eleito pelos outros 21 membros titulares e suplentes. Para ele, a chegada das ações do Plano Brasil Sem Miséria é um fato histórico, pois o município possui uma grande parte da população em situação de extrema pobreza, enquadrando-se nas ações do plano.

“O governo federal, por meio da Codevasf, está de parabéns, pois aqui estão reunidos representantes de grandes segmentos de nossa sociedade para organizar a chegada dessa ação em Feira Grande”, comemorou Laelson Melo.

“O município de Feira Grande também será beneficiado com ações do Rotas da Integração – como as rotas do caju e do mel –, do Plano Brasil Sem Miséria, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), do MI, executadas pela Codevasf para tirar famílias da situação de extrema pobreza”, anunciou o superintendente regional da Codevasf em Penedo (AL), Luiz Alberto Nogueira Moreira.

De acordo com o coordenador regional do programa Água para Todos na Codevasf em Alagoas, Eduardo Motta, qualquer cidadão que represente uma organização com base em comunidades rurais, foco do programa, pode se candidatar a ser membro voluntário do comitê.

“Há algum tempo temos diversas equipes de campo que estão mobilizando e conscientizando as comunidades rurais difusas desses municípios para que participem da execução do Água para Todos em sua localidade. Queremos que esses comitês reflitam a importância da representação popular desses municípios”, afirmou.

Podem participar representantes de organizações de moradores de povoados rurais, quilombolas, povos indígenas, mulheres, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores, igrejas, entre outras. Para isso, esclarece Eduardo Motta, basta comparecer ao local do evento, no qual também haverá uma apresentação sobre o programa e acerca do funcionamento do Comitê Gestor Municipal.

Os municípios de Feira Grande, Campo Grande e Olho D'Água Grande integram a meta 2013/2014 do programa que pretende universalizar o acesso à água por meio da implantação de cisternas de tecnologia de polietileno para consumo humano. Para isso, a Codevasf deverá implantar nas residências de famílias em situação de pobreza que residem em comunidades rurais difusas 2.165 cisternas em Feira Grande, 236 unidades em Campo Grande e 382 equipamentos em Olho D'Água Grande.

Até o momento, a Codevasf já implantou 8.179 cisternas para consumo humano de água em cinco municípios alagoanos. A meta para 2013 e 2014 contratada pela Codevasf junto à empresa ganhadora da licitação para fornecer e instalar as cisternas em Alagoas é de mais 16.299 unidades em 22 municípios alagoanos. Assim, a formação do Comitê Gestor Municipal é o primeiro passo para que a Codevasf dê início às ações do programa Água para Todos em cada município.

Mandiocultura é vocação

O secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Feira Grande, Laelson Melo, mostrou bastante entusiasmo com as ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria, que devem fortalecer as vocações produtivas locais, especialmente a mandiocultura.

“Feira Grande está numa região que era conhecida como produtora de fumo, mas o município decidiu diversificar as culturas. Uma das culturas que se fixou com força foi a da mandioca, e hoje é a principal produção de nosso município. Esses investimentos irão fortalecer a atividade para a geração de emprego e renda”, disse.

Segundo a chefe da Unidade de Desenvolvimento Territorial e coordenadora das ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria, Solange Marcelino, os três municípios que formam os comitês gestores nesta sexta estão na região do agreste conhecida como Grande Arapiraca, onde mais se produz mandioca em Alagoas. Por isso, são tratados como prioritários nos investimentos da Companhia na área de mandiocultura em 2013.

“Esses municípios serão beneficiados com o Projeto Reniva, que produzirá manivas geneticamente modificadas para agricultores familiares, e integram o APL da mandioca, um dos mais organizados do estado e no qual a Codevasf mantém investimentos. Então, apostamos que a mandiocultura será a atividade para inserção das famílias em situação de extrema pobreza, já que essa é a principal vocação local”, apontou.

Ela também adiantou que serão investidos pela Codevasf nessa região cerca de R$ 2 milhões em recursos do Plano Brasil Sem Miséria, sendo aproximadamente R$ 900 mil para aquisição de equipamentos para unidades de beneficiamento de mandioca, como fábrica de biscoitos, e para os kits familiares e cerca de R$ 1,1 milhão para obras como a construção de casas de farinha, unidades de beneficiamento e de comercialização dos produtos derivados da mandioca.

“As famílias beneficiadas também receberão kits familiares para modernizar sua produção. Com a formação dos comitês gestores, essas ações irão avançar", completou a gerente. Ela acrescenta que 48 dos 50 municípios da área de atuação da Codevasf em Alagoas já apresentaram propostas para ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria com famílias em situação de extrema pobreza. kits familiares para modernizar sua produção. Com a formação dos comitês gestores, essas ações irão avançar", completou a gerente. Ela acrescenta que 48 dos 50 municípios da área de atuação da Codevasf em Alagoas já apresentaram propostas para ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria com famílias em situação de extrema pobreza.