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Ações do MI/Codevasf na área de hidrovia são apresentadas em evento

O diretor interino da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Guilherme Almeida, respondendo pela Presidência da Companhia, foi um dos palestrantes no 2º Fórum sobre Hidrovia, realizado nessa quarta-feira (24), na Câmara do Deputados em Brasília (DF).
publicado: 25/08/2011 09h19, última modificação: 20/06/2018 17h11

O diretor interino da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Guilherme Almeida, respondendo pela Presidência da Companhia, foi um dos palestrantes no 2º Fórum sobre Hidrovia, realizado nessa quarta-feira (24), na Câmara do Deputados em Brasília (DF). O tema da palestra foi “Os rios brasileiros como fator de integração nacional”. O dirigente representou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que encontra-se em missão no exterior. O fórum foi realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, com apoio dos Ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Com o tema “As hidrovias como fator de desenvolvimento regional”, o evento contou com a participação de especialistas que debateram as novas diretrizes para a implantação das hidrovias brasileiras como um meio de gerar alternativas mais baratas para o escoamento de cargas e dotar o Brasil de uma logística de transportes mais eficiente e competitiva. Foram abordados temas como “Investimentos nas hidrovias brasileiras”, “Experiência internacional em transporte hidroviários” e outros assuntos.

Em sua explanação, Guilherme Almeida enfatizou as ações que o Ministério da Integração Nacional vem realizando no que diz respeito a área. “O Brasil conta com 42 mil quilômetros de hidrovia, sendo que apenas 12 mil quilômetros são comercialmente navegáveis”, explicou. Dentre os motivos para os baixos carregamentos hidroviários, foram citados o fato do planejamento de uso de águas não ser integrado, mas disperso. “Outro fator é que a maioria apresenta dificuldade de navegação na estiagem, necessitando de melhorias para atingir a condição empresarialmente viável”, concluiu.

Segundo Guilherme Almeida, para tornar um via fluvial em hidrovia são necessárias algumas intervenções, como geração hidroelétrica, barramentos exclusivos, contenção de erosão e estabilização de leitos. “É nesse contexto que o MI, por meio da Codevasf e parceiros, tem atuado. Como resultado, espera-se a abertura de novas áreas agricultáveis pelas vantagens do transporte barato; fixação industrial e comercial nos entrocamentos modais; geração de emprego e renda, dentre outros pontos”, afirmou.

Durante a explanação, foram apresentadas as metas da Codevasf para o desenvolvimento das hidrovias do São Francisco e do Parnaíba. “A proposta é transformar o São Francisco e o Parnaíba em agentes de desenvolvimento econômico e social no Nordeste Setentrional e Oriental. Iremos prover um plano de fomento para geração de renda pelas populações utilizando água e transporte, além de prover sustentabilidade econômica e ambiental do municípios do São Francisco pela recuperação das áreas degradadas, contenção de erosões de margens, fornecimento de água para consumo e saneamento básico. Outro ponto é prover centros logísticos multimodais integrados à hidrovia do São Francisco”, enfatizou.

Dentre as ações em curso referentes a hidrovia do São Francisco, Guilherme Almeida elencou as parcerias com o Exército Brasileiro – ações de revitalização e recuperação de margens; US Army Corp of Engineers – monitoramento do campo de provas, em Barra (BA), contando com ensaio de novas tecnologias de bioengenharia e outras ações; Banco Mundial – desenvolvimento de novo modelo de gestão colaborativa de hidrovia; e a Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (CERB) – na área de proteção de barrrancas.