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“2013 será ano de plantar e de colher”, afirma Dilma no Piauí

“2013 vai ser o ano que nós vamos colher muitas coisas que nós plantamos. Vai ser o ano que nós vamos plantar ainda mais do que vamos colher. Mas eu asseguro para vocês, 2013 será um ano em que nós teremos aquele crescimento sério, sustentável e sistemático. Ou seja, nós queremos crescer (…) Queremos que o povo brasileiro cresça, que o emprego cresça e sobretudo a educação de qualidade”.
publicado: 18/01/2013 18h00, última modificação: 20/06/2018 17h15

“2013 vai ser o ano que nós vamos colher muitas coisas que nós plantamos. Vai ser o ano que nós vamos plantar ainda mais do que vamos colher. Mas eu asseguro para vocês, 2013 será um ano em que nós teremos aquele crescimento sério, sustentável e sistemático. Ou seja, nós queremos crescer (…) Queremos que o povo brasileiro cresça, que o emprego cresça e sobretudo a educação de qualidade”.

A declaração foi da presidenta Dilma Rousseff durante evento no município de São Julião, a 386 quilômetros da capital Teresina, onde foi dada ordem de serviço para início das obras do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, a ser executado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – um investimento de R$ R$ 46,5 milhões dentro do programa Mais Irrigação.

A agenda da visita da presidenta ao município do semiárido piauiense incluiu o lançamento de medidas emergenciais para a população atingida pela estiagem – como a assinatura de Medida Provisória que estende e amplia o Garantia Safra e o Bolsa Estiagem –, e visita a obras de infraestrutura hídrica, como a barragem e a adutora de Piaus.

Além da ordem de serviço para o Marrecas-Jenipapo, foram também assinadas, na presença da presidenta Dilma, ordens de serviço para construção da barragem e adutora de Milagres, a adutora Padre Lira e para a barragem Jenipapo. Juntos, todos esses projetos devem beneficiar cerca de 144 mil pessoas da região no período de estiagem, num investimento de mais de R$ 260 milhões por meio do Ministério da Integração Nacional (MI).

O governador do Estado do Piauí, Wilson Martins, declarou que está ocorrendo uma revolução no estado com a viabilização de tantos projetos e a inclusão de pessoas em ações de parceria com o Ministério da Integração Nacional.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, disse que o Brasil está com o olhar plantado para o futuro. “Temos que investir fortemente em infraestrutura hídrica e irrigação para garantir emprego e renda ao homem do interior do nordeste. Seja em conjunto com o governo do estado ou com a Codevasf, que é a nossa grande parceira aqui no Piauí, nós temos investimentos definidos a serem feitos de R$ 1,3 bi", destacou o ministro.

Marrecas-Jenipapo


O projeto de irrigação fica localizado no assentamento Marrecas, distante 31 km da sede do município de São João do Piauí e 499 km da capital Teresina. Ele prevê captação de água com vazão de 1,23m³/s do rio Piauí para irrigar mil hectares distribuídos em 200 lotes familiares de cinco hectares.

Com o projeto, estima-se que 200 empregos diretos e 600 indiretos sejam criados; que a produção agrícola do município mais que triplique, subindo de 5.684 toneladas para 17.584 toneladas; a renda média anual do agricultor familiar salte de R$ 822,06 para R$ 5.427,57; e uma população de 81.136 habitantes seja beneficiada nos 13 municípios da região: São João do Piauí, Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.

Os investimentos poderão transformar o Piauí em um dos grandes produtores de frutas da região Nordeste, especialmente de uva, devido às condições favoráveis de solo, água e sol, indispensáveis para uma produção de qualidade. Os mil hectares implantados em Marrecas-Jenipapo serão para a produção de uva, acerola, goiaba, mamão, melancia, banana, abacaxi e melão, entre outras frutas. Hoje, 75 famílias vivem exclusivamente da produção de frutas no assentamento. Com a implantação desse projeto, outras 200 famílias também começarão a produzir.

Segundo o prefeito de São João do Piauí, Gil Carlos, o relacionamento do sertanejo com a seca vai mudar com a implantação do projeto, deixando de ser dependente de chuvas e aproveitando os potenciais que existem na região.

"Esse projeto é importante sob muitos aspectos. Primeiro o aspecto direto na economia local. A implantação dos mil hectares de irrigação deve elevar em cerca de dez vezes a geração de riqueza no município. O mais importante é o desenvolvimento sustentável com o resgate de número significativo de pessoas que vivem na miséria", afirma o prefeito.

Os irrigantes da região já vivenciam a melhoria das condições econômico-sociais propiciadas pela agricultura irrigada. "Hoje o que é produzido é vendido para o comércio local e para o Estado. Uma das grandes vantagens da ampliação do projeto é o crescimento da comercialização. Isso vai facilitar o desenvolvimento da região e gerar emprego e renda para todo o município. O apoio da Codevasf e do governo é muito importante para os trabalhadores. Hoje, 96 hectares são irrigados e isso já mudou muito a vida dos irrigantes", assegura o agricultor familiar Marcos Reis.

Após a implantação do projeto de irrigação, a Codevasf mantém o apoio aos agricultores na gestão operacional da área. "Todos os projetos da Codevasf seguem as etapas de elaboração dos estudos de viabilidade, projetos executivos, implantação e gestão. Foi avaliado qual o melhor modelo, a melhor alternativa para São João. Nós damos assistência técnica e inicialmente fazemos a gestão compartilhada. Depois os irrigantes fazem a auto-gestão da área, determinando o rumo dos seus negócios, ou seja, tornando viáveis os empreendimentos", esclarece o superintende da Codevasf no Piauí, Valdiney Amorim.


*Crédito da foto: Régis Falcão/CCOM-PI