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Peixe deve reforçar economia no interior de Petrolina

A piscicultura está se transformando numa nova aliada econômica dos pequenos agricultores de sequeiro em Petrolina, sertão de Pernambuco. A criação de peixes em açudes e barreiros que surgiram com as chuvas vem recebendo incentivo do Centro de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, que deve distribuir até junho um volume de 100 mil alevinos para comunidades no interior desse município.
publicado: 14/05/2009 15h08, última modificação: 20/06/2018 17h04

A piscicultura está se transformando numa nova aliada econômica dos pequenos agricultores de sequeiro em Petrolina, sertão de Pernambuco. A criação de peixes em açudes e barreiros que surgiram com as chuvas vem recebendo incentivo do Centro de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, que deve distribuir até junho um volume de 100 mil alevinos para comunidades no interior desse município.

A iniciativa da Companhia começou a ser concretizada na primeira semana de maio em Caititu, povoado a 100 km de Petrolina, quando técnicos da empresa entregaram 10 mil alevinos das espécies carpa e tambaqui aos agricultores. “O peixe é uma base de alimentação pra gente. É gratificante, daqui a alguns meses, a gente ter essa carne para botar na mesa. Com certeza, essa ação de peixamento vai ajudar bastante a nossa comunidade”, reconhece o agricultor João da Silva Gomes.

Durante a distribuição dos peixes, o engenheiro de pesca da Codevasf, Marcelo Roberto dos Santos Barbalho, explicou aos agricultores a maneira correta de fazer o peixamento (introduzir o peixe na água) e repassou dicas sobre a alimentação indicada para esses animais aquáticos. “Esses peixes se alimentam muito bem com o milho na forma de farelo. Portanto, será possível utilizar as sobras dessas sementes cultivadas na agricultura local”, disse o profissional, salientando que nessa fase é recomendável oferecer duas refeições diárias aos alevinos na proporção de 150 gramas de milho triturado para cada 500 peixes.

Pelas estimativas da Codevasf, em um ano, os dez mil alevinos distribuídos para os moradores de Caititu devem produzir uma tonelada e meia de pescado. “Vale salientar que, diferente do tambaqui, a carpa consegue se reproduzir em ambientes com água parada, o que pode favorecer ainda mais o aumento da quantidade de pescado”, conclui Barbalho.

Conforme o superintendente da Codevasf em Petrolina, Luís Frota, além de Caititu, devem receber investimentos pesqueiros as localidades de Cristália, Cruz de Salina, Uruais, Pau Ferro, Baixa Alegre e Rajada, todas da área de sequeiro em Petrolina. “A piscicultura em sequeiro exige mais que a distribuição dos animais. A Codevasf vai monitorar o desenvolvimento desses alevinos para saber o quanto essa atividade pode ser rentável para os agricultores, quantos quilos de pescados serão produzidos; enfim, daremos toda a assistência necessária para os piscicultores”, destaca Frota. Para ele, além do caráter econômico, a piscicultura é atrativa porque “a carne do peixe é mais rica em proteína que a de bode, uma das mais consumidas na região”.

Peixamento - Nesta sexta-feira (15), haverá peixamento em Cristália, na zona rural de Petrolina. De acordo com o Centro de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf, serão repassados aos agricultores daquela localidade 30 mil peixes das espécies carpa e tambaqui para produção em açudes e barreiros circunvizinhos.