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Beneficiamento da casca de coco em Sergipe

Uma iniciativa da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe começa a transformar a região de Japoatã. A área de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e o Projeto Amanhã desenvolvem uma ação para envolver filhos de produtores rurais no trabalho de beneficiamento da casca de coco seco, evitando que esta seja queimada ou descartada em córregos e nascentes. Logo, o que antes era considerado lixo transforma-se agora em fibras naturais e substrato para produção de mudas.
publicado: 28/04/2009 14h00, última modificação: 20/06/2018 17h04

Uma iniciativa da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe começa a transformar a região de Japoatã. A área de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e o Projeto Amanhã desenvolvem uma ação para envolver filhos de produtores rurais no trabalho de beneficiamento da casca de coco seco, evitando que esta seja queimada ou descartada em córregos e nascentes. Logo, o que antes era considerado lixo transforma-se agora em fibras naturais e substrato para produção de mudas.

Em parceria com a Escola Família Agrícola de Ladeirinhas (AMEFAL), que agrega filhos de produtores da região de Neópolis, Pacatuba, Brejo Grande, Ilhas das Flores, Japoatã e Japaratuba, a Codevasf instalou uma unidade demonstrativa de beneficiamento de casca de coco no final de 2008. A etapa seguinte foi o envolvimento com o governo municipal de Japoatã, que integrou a iniciativa privada ao processo.

Com a estrutura básica construída em março deste ano, o trabalho piloto foi iniciado e já existe expectativa de geração de 40 empregos diretos e de envolvimento de 30 jovens no processo de capacitação e primeiro emprego. “A idéia inicial era difundir a técnica de aproveitamento da casca do coco seco. Ao agregar a escola de Ladeirinhas, o objetivo foi envolver os jovens, disseminando os conceitos de conservação ambiental e aproveitamento sustentável dos recursos naturais. Agora, a ação também já assegura uma transformação socioeconômica na região”, comenta Ronaldo Fernandes Pereira, coordenador regional do Projeto Amanhã e chefe da unidade de APL.

A demanda inicial do projeto é a produção de 300 m³ de substrato, que está sendo comercializado na região Sudeste. O próximo passo é o estudo do aproveitamento da casca de coco como carvão, semelhante ao processo já desenvolvido em Minas Gerais com o babaçu.