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Exército na revitalização da Hidrovia do São Francisco

Parceria da Codevasf com o Exército permitirá a revitalização da hidrovia do São Francisco no trecho que atravessa o Estado da Bahia. As ações que a Empresa está desenvolvendo na área foram apresentadas ao diretor do Departamento de Obras e Construção, general Avena; ao assessor do Comando do Exército de Construção, general Tarciso; e ao assessor do Chefe do Departamento de Engenharia e Construção, coronel Romilson. A apresentação ficou a cargo do engenheiro naval Joaquim Carlos Teixeira Riva, consultor da Fundespa (Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas), uma das parceiras no Projeto, juntamente com o Ministério da Integração Nacional e Chesf.
publicado: 28/07/2006 17h30, última modificação: 20/06/2018 16h59

Parceria da Codevasf com o Exército permitirá a revitalização da hidrovia do São Francisco no trecho que atravessa o Estado da Bahia. As ações que a Empresa está desenvolvendo na área foram apresentadas ao diretor do Departamento de Obras e Construção, general Avena; ao assessor do Comando do Exército de Construção, general Tarciso; e ao assessor do Chefe do Departamento de Engenharia e Construção, coronel Romilson. A apresentação ficou a cargo do engenheiro naval Joaquim Carlos Teixeira Riva, consultor da Fundespa (Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas), uma das parceiras no Projeto, juntamente com o Ministério da Integração Nacional e Chesf.

“O Exército tem tudo a ver com o projeto. Temos toda competência, capacidade e interesse de atuar nessa área, além de ser uma área de interesse da segurança nacional e onde podermos colaborar com o desenvolvimento nacional, que faz parte da nossa destinação constitucional”, avaliou o general Avena.

Na explanação, o consultor Riva destacou os principais pontos do Projeto, apontando as considerações e conclusões dos estudos realizados, mostrando as condições das margens com o impacto da degradação ambiental sobre a navegação no rio. “As condições geomorfológicas e ambientais do leito deterioram-se ano após ano. Nossas conclusões encontram-se fundamentadas em visitas e levantamentos de campo realizados periodicamente. Levantamentos físicos (batimetria e topografia), sociais e econômicos”, explica.

Ainda, segundo Riva, “se nada for realizado no curto prazo, dentro de poucos anos o rio apresentará trechos assoreados e em processo de alargamento continuado, a cada cheia anual”. Para ele, “as intervenções propostas nestes trabalhos da Codevasf não se constituirão em impactos ambientais. Serão obras vinculadas a bioengenharia, amplamente testadas nos EUA, Europa e Japão, que têm por objetivo a revitalização ou renaturalização do rio. Em suma, serão intervenções para restauração do meio ambiente”.

UNIÃO DE ESFORÇOS

Na proposta da Codevasf, a respeito da conformatação do leito fluvial do São Francisco, estão previstas ações imediatas a serem implementadas nos próximo cinco anos, como intervenções de dragagem nos passos de menores profundidades; Carta Náutica Digital; construção/monitoramento do Campo de Provas; construção do comboio de serviços e prosseguimento da dragagem utilizando comboio de serviços.

“A idéia é que o Exército seja a força que, através dos seus batalhões de engenharia e construção, faça a intervenção e operação de serviços de recomposição de áreas e de dragagem, serviços de engenharia civil, particularmente na implantação do campo de provas da Barra”, explica Jonas Paulo, diretor da Área de Produção da Codevasf, acrescentando que a Empresa, também, está em negociação com a Marinha para participar do projeto, como responsável pela segurança e monitoramento da navegação.

Para o diretor da Área de Engenharia da Codevasf, Clementino Coelho, são determinantes os benefícios na implementação da hidrovia do São Francisco. “Iremos efetivamente estruturar as condições logísticas da produção do Oeste da Bahia, consolidando a região de Petrolina/Juazeiro como pólo industrial, comercial e distribuidor, constituindo-se na mais dinâmica plataforma logística do interior do Nordeste, viabilizando o escoamento em larga escala da produção de grãos, álcool e biodiesel ao longo do Vale do São Francisco, dentre outros benefícios”, explica Coelho, acrescentando que a sinergia proporcionada pelo Sistema Multimodal do São Francisco vai dotar, pela primeira vez o Nordeste, de uma infraestrutura altamente competitiva.