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Discussões sobre mamona e biodiesel

O superintendente da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, Jonas Paulo, reuniu-se com representantes dos órgãos envolvidos com a produção do biodiesel (Petrobras, SECTI, SECOMP, BNB, SEPLAC, UFBA, Petrobahia e MDA) visando apresentar os resultados das viagens ao Rio de Janeiro e Campinas para tratar sobre o assunto. Na reunião foi discutida a implantação das fábricas da Petrobras em Candeias (BA) e Montes Claros (MG), cada uma com a produção de 44.000 litros/dia.
publicado: 16/11/2005 09h00, última modificação: 20/06/2018 16h56

O superintendente da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, Jonas Paulo, reuniu-se com representantes dos órgãos envolvidos com a produção do biodiesel (Petrobras, SECTI, SECOMP, BNB, SEPLAC, UFBA, Petrobahia e MDA) visando apresentar os resultados das viagens ao Rio de Janeiro e Campinas para tratar sobre o assunto. Na reunião foi discutida a implantação das fábricas da Petrobras em Candeias (BA) e Montes Claros (MG), cada uma com a produção de 44.000 litros/dia.

No Rio de Janeiro, Jonas Paulo reuniu-se com o gerente de Energia Renovável, José Carlos Gameiro Miragaya, na sede da Petrobras. Após a reunião, o superintendente, acompanhado do representante da Dagris, Gerard Scerb; do superintendente do Banco do Nordeste, Paulo Ferraro; do Gerente de Investimentos da Caramuru, Antônio Carlos Jr e do Chefe do Departamento de Relações Institucionais e Divulgação do Serviço Geológico do Brasil – CPRM, Jorge Hausen, visitaram as instalações da fábrica da Ceralit S/A, na cidade de Campinas (SP).

“A visita foi importante para a desmistificação de questionamentos técnicos sobre o biocombustível, como os blands para satisfação das exigências de mercados internacionais no tocante à viscosidade e, principalmente, para a produção do Iodo”, explica Jonas Paulo.

Na visita, o presidente da empresa, José Luiz Toledo, discutiu sobre a possibilidade de implantação de uma fábrica na Bahia. A empresa é especializada na produção de matérias-primas para os diversos segmentos químicos, tais como tintas e vernizes, borracha, plástico, cosméticos, lubrificantes. Este é o único empreendimento no Brasil que produz o Biodiesel, habilitando-se a ampliar a oferta concedida pela ANP para 48 milhões de litros. Toledo informou que está desenvolvendo uma parceria com a Universidade de Uberaba (Uniub) para o desenvolvimento de pesquisas sobre oleaginosas, com vistas à produtividade do biodiesel.

A Ceralit produz o biodiesel utilizando a matéria-prima da mamona e de outras oleaginosas, como o peão manso e o nabo forrageiro. A mamona é adquirida em Irecê, na Bahia. A região é a principal produtora de mamona no Estado e uma das principais do Brasil, o que justifica o interesse da Codevasf na implantação da Ceralit na Bahia, a qual dinamizará a produção do biodiesel, proporcionando a geração de emprego e renda para a região.

Os representantes do governo federal e das empresas convidaram a Ceralit para pilotar o Projeto de Esmagamento da Mamona já em curso, resultante de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Codevasf e Embrapa, os quais já têm convênios firmados para o desenvolvimento da mamona na região.