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Investimento de R$ 1,5 milhão na produção de tilápia em SE

Do Jornal Cinform - Aracaju Com financiamento do Fundo Comum de Projetos Básicos, a Infopesca, organização intergovernamental que agrega onze países, incluindo o Brasil, com sede em Montevidéu, no Uruguai, vem desenvolvendo com a Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba – o Projeto de Desenvolvimento do Processamento e Comercialização da Tilápia produzida nas grandes bacias da América Latina.
publicado: 14/01/2005 16h25, última modificação: 20/06/2018 16h58

Do Jornal Cinform - Aracaju Com financiamento do Fundo Comum de Projetos Básicos, a Infopesca, organização intergovernamental que agrega onze países, incluindo o Brasil, com sede em Montevidéu, no Uruguai, vem desenvolvendo com a Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba – o Projeto de Desenvolvimento do Processamento e Comercialização da Tilápia produzida nas grandes bacias da América Latina.

Em Sergipe, os primeiros beneficiados são os piscicultores do baixo São Francisco e os da região do Xingó, no município de Canindé do São Francisco, no semi-árido.

De acordo com Maria Cecília Nunes, engenheira de Pesca, desde 2003 a Codevasf vem promovendo cursos de capacitação com auxílio da Infopesca, que doou duas fábricas de gelo, uma para Neópolis e outra para a Associação de Criadores de tilápias de Xingó. Mas conforme Cecília, o convênio foi firmado definitivamente em novembro do ano passado durante uma degustação de tilápia, na sede da Codevasf, em Aracaju.

Para consolidar os investimentos nas áreas atendidas pelo projeto, a engenheira afirma que será preciso R$ 1,5 milhão, quantia que vai ser doada pela Infopesca. “O projeto será dividido em duas fases. Na primeira, os criadores passam por cursos e treinamentos, onde são abordados assuntos como associativismo, gestão empreendedora e marketing. Na segunda fase, a proposta é abrir linhas de créditos para ampliar a cultura das tilápias”, explica.

Em relação à produção de Sergipe, Cecília revela que ela está melhorando aos poucos, sendo lançada no mercado interno cerca de 3 mil toneladas por ano. Mas a engenheira ressalta que quando há superprodução da rizicultura, esse número cai pela metade, já que os criadores deixam as tilápias como segunda alternativa de renda. “ A falta de espírito empreendedor deixa os piscicultores fora de sintonia com a realidade empresarial. O lucro do arroz acontece duas vezes por ano, enquanto a tilápia produz em tempo integral”, compara.

Além da ausência de empreendedorismo, que coloca os criadores fora do mercado externo, a engenheira lembra que muitos sofrem com a concorrência nas feiras livres. Muitos consumidores acabam comprando tambaquis no lugar de tilápias. “Com a aplicação da gestão de marketing em cima do produto, a situação certamente mudará. O pescado sairá com selo de origem de qualidade, daí a população saberá diferenciar um peixe do outro”, explica.

TREINAMENTOS – Durante os cursos e treinamentos na região do Baixo do São Francisco, a Codevasf capacitou 108 pescadores e produtores de Propriá e Neópolis. Para montar o arranjo produtivo onde entram a produção, beneficiamento e marketing foram precisos quatro cursos com uma duração de 64 horas abordando temas como gestão compartilhada e a criação em viveiro de terra e tanques de rede.

Buscando ainda mais o crescimento sustentável da produção de peixe, haverá, nos próximos dias 16 e 17 de fevereiro, o 1º Seminário de Comercialização da Tilápia, que será realizado no município de Propriá. “Está também previsto levar uma comitiva à Feira Internacional de Pescados, que acontecerá na Bélgica ainda este ano”, lembra.