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São Francisco vai beneficiar 3 milhões de pessoas

A Paraíba tem cerca de três milhões de pessoas potencialmente beneficiadas pela integração de bacias, que utilizará água do Rio São Francisco para combater a seca em quatro Estados do Nordeste.
publicado: 22/11/2004 10h45, última modificação: 21/09/2006 16h17

Projeto de integração da entrada do Velho Chico vai começar pelo Sertão e Cariri

 Damásio Dias (Correio da Paraíba)

A Paraíba tem cerca de três milhões de pessoas potencialmente beneficiadas pela integração de bacias, que utilizará água do Rio São Francisco para combater a seca em quatro Estados do Nordeste. Segundo a gerente de Revitalização e Meio Ambiente do Projeto São Francisco, Juliana Sarti Roscoe, dentro de dois anos, as águas do Velho Chico devem chegar aos mananciais da Paraíba.

O projeto beneficiará praticamente todas as regiões do Estado, com a entrada da água através de dois eixos: o Norte perenizará o Rio Piranhas já nas suas cabeceiras, no Sertão; e o Leste, chegando através de Monteiro nas cabeceiras do Rio Paraíba. O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou que as obras poderão ser iniciadas em março de 2005, desde que nenhum fato novo aconteça. Se tudo idealmente acontecer bem, nós iniciaremos nesse prazo, mas fica difícil dizer ao certo porque o licenciamento do Ibama tem os seus prazos e há contingências eventualmente de judicialização em qualquer etapa do processo , explicou.

A expectativa do Governo Federal é de que o abastecimento de água para todos os municípios castigados pela estiagem traga renda e dignidade para o homem do campo, promovendo a sua fixação na terra. Fazendo isso, um processo inverso ao instalado há várias décadas com a saída das pessoas da zona rural para os bolsões de miséria nos centros urbanos.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, a interligação de bacias permitirá a criação de quase 220 mil empregos diretos, combatendo o forte problema social que a seca provoca. A transposição é uma obra de infra-estrutura única no país, que vai dinamizar a economia no semi-árido de quatro Estados nordestinos. Na Paraíba, os resultados dessa obra vai depender do Governo do Estado, que ficará encarregado de gerir e distribuir a água captada , ressaltou Juliana Sarti.