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Do Estado de Minas: ANP pesquisa petróleo em Minas

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem pronto projeto para fazer prospecções de gás natural e petróleo na bacia do Rio SãO FRANCISCO, no Norte de Minas Gerais.
publicado: 21/10/2004 06h25, última modificação: 26/09/2006 15h56

Diretor-geral da agência diz que só depende da liberação do dinheiro para iniciar a prospecção na região Norte do Estado.

Rafael Alves

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem pronto projeto para fazer prospecções de gás natural e petróleo na bacia do Rio SãO FRANCISCO, no Norte de Minas Gerais.

O diretor-geral da agência, embaixador Sebastião do Rego Barros, disse ontem em Belo Horizonte que se encontrou com o governador do Estado, Aécio Neves, para tentar mobilizar a liberação do recurso necessário no orçamento da Agência no Congresso Nacional para iniciar os estudos. “É muito possível que haja gás natural ou petróleo”, afirmou o embaixador, ressaltando que em algumas localidades da região a emanação de gás é constante há anos. “Muitas vezes é o petróleo que provoca esses gases’, explicou.

 O encontro com o governador Aécio Neves foi na semana passada. Segundo Rego Barros, o contato foi uma tentativa de conseguir apoio para cobrança no Congresso Nacional para incluir no próximo orçamento da ANP o dinheiro necessário para realizar as pesquisas. “O obstáculo está nas restrições orçamentárias, já não tem vindo recurso suficiente para que a ANP faça isso”, afirmou.

Pelo cronograma do governo federal, os estudos poderiam começar no próximo ano, caso a verba seja liberada. A assessoria de imprensa da administração estadual informou que o governador Aécio Neves pretende se encontrar com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, para defender recursos a serem aplicados na procura de gás natural na bacia do rio SãO FRANCISCO.

Pesquisa sobre o potencial de gás natural ou petróleo em solo mineiro pode representar atração de dinheiro para os cofres do Estado e dos municípios em que forem confirmadas reservas com potencial. Além dos royalties (dinheiro pago pela União a administrações estaduais e municipais pela exploração de petróleo e gás), pode haver o benefício da entrada de empresas que irão explorar as reservas.

No Nordeste, a exploração de petróleo chega a render a alguns moradores até R$ 200 mil em royalty por mês. No início da década de 90, técnicos da Petrobras e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram pesquisas em áreas próximas aos rios SãO FRANCISCO e Paracatu, no município de Buritizeiro.

 A região de confluência desses rios é conhecida pelos moradores locais como Remanso do Fogo, por causa de constantes emanações naturais de gás. Os estudos não foram aprofundados, mas mostraram na ocasião que a área tem potencial de conter reservas de gás natural.

Sheli investirá US$ 200 mi no Rio A direção brasileira da Shell disse que a companhia vai investir US$ 200 milhões no Brasil no ano que vem. O dinheiro deve ser concentrado no campo de Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos, onde está a principal atividade da companhia.

No local são produzidos cerca de 60 mil barris por dia, em parceria com a Petrobras. O óleo é vendido no exterior. A Shell anunciou ontem proposta de fusão entre as duas companhias que controlam o grupo, na tentativa de recuperar a confiança dos investidores após o escândalo internacional das reservas, que abalou a estrutura da empresa no início do ano. A Shell abalou o mercado financeiro em janeiro, ao inflar suas reservas provadas de óleo e gás em 20%.