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CORREIO DA PARAÍBA: FRUTICULTURA MUDA A VIDA DE AGRICULTORES NO CURIMATAU

publicado: 01/10/2004 09h50, última modificação: 17/08/2006 15h59

Projeto garante produção de 18 mil quilos de frutas e lucro de R$ 2,5 mil

Funcionando em regime de cooperativa, a Associação dos Pequenos Produtores Agrícola do Município de Araruna está transformando a vida de inúmeras famílias de agricultores do Curimataú paraibano. As mudanças decorrem de um projeto de fruticultura cuja produção mensal já atinge 18 mil quilos de frutas beneficiadas.

Agregando valor aos sabores típicos da região, ali se produz polpas, sobretudo de maracujá, graviola, acerola e cajá. A entidade tem mais de 40 associados e a sua produção mensal é a alternativa encontrada, através da fruticultura alternativa, para geração de empregos e renda.

O projeto alterou radicalmente a realidade agrícola da região no decorrer de apenas cinco anos. O empreendimento surgiu como solução para as dificuldades causadas pela seca que afeta a região, sobretudo com a intensidade verificada no final dos ano 90.

Roseane Cardoso, associada da Asppaa garante que a Asfrut - nome fantasia da polpa produzida, tem mercado garantido e escoa boa parte da sua produção para o Rio Grande do Norte, além de abastecer, com o necessário, a própria região. "O número de comercialização não é maior devido à impossibilidade de emitirmos nota fiscal, já que somos uma associação.

Entretanto, estamos buscando soluções para o problema", completou Roseane. Além de assegurar a sustentabilidade dos pequenos produtores da região, fornecedores das frutas para a unidade de beneficiamento, a Associação gera cerca de cinco empregos diretos com uma renda mensal de um salário mínimo. Segundo Roseane Cardoso, estas "são pessoas que trabalham na transformação da polpa e na sua comercialização".

Esse número, acrescentou ela, aumenta para dez pessoas nos meses de grande safra". Os pequenos produtores dão o testemunho: os ganhos com a frucitultura mantida pela Associação dos Pequenos Produtores Agrícola do Município de Araruna não poderiam ser melhores.

José Guerra garante que, na última safra de maracujá, conseguiu vender oito toneladas da fruta, garantindo um lucro de quase R$ 2,5 mil. A propósito, ele acrescenta: "Com o dinheiro, investi no meu sítio e comprei uma moto. É animador saber que cuidamos da nossa terra com destino certo para o que brotar nela".

Os próprios produtores atestam que, antes da implantação da unidade de beneficiamento, a fruticultura não recebia a devida atenção dos agricultores. A produção de grãos, como milho e feijão, predominava nas pequenas propriedades rurais do local, mas a atividade tornou-se inviável por causa das mudanças climáticas.