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PRODUTORES INVESTEM NO COMBATE A MOSCA DA FRUTA PARA FACILITAR VENDA DE MANGA PARA O JAPÃO

publicado: 05/08/2004 17h00, última modificação: 17/08/2006 16h02

Da redação do Nordeste Rural

PRODUTORES INVESTEM NO COMBATE A MOSCA DA FRUTA PARA FACILITAR VENDA DE MANGA PARA O JAPÃO

Por Michele Garziera

A mosca da fruta foi considerada uma das principais pragas que atingiram a fruticultura no século passado. O inseto ataca as plantas e prejudica seriamente a produção. Uma das frutas mais vulneráveis é a manga. Os ovos do inseto são depositados nos frutos da planta. Para controlar a incidência da mosca da fruta no Vale do São Francisco, o Ministério da Agricultura, a Embrapa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia e a Associação dos Exportadores da região estão fazendo um trabalho de monitoramento nas plantações.

Dois tipos de armadilhas estão distribuídos em 366 propriedades, que ocupam uma área de 11500 hectares. De acordo com Adriano de Medeiros, biólogo e supervisor do programa de monitoramento, “Existem dois tipos de armadilhas, específicos para combater os dois tipos de moscas mais graves que atingem as plantações.” O controle da mosca da fruta agora tem um propósito definido: conquistar a confiança de um novo e potencial comprador. É que a baixa incidência da praga nos pomares é uma exigência do governo japonês para autorizar a importação da manga brasileira.

De acordo com a embrapa, a infestação hoje no Vale do são Francisco é de 3,5%. O objetivo é baixar para, no máximo, dois por cento e cumprir o que quer o governo do Japão. Se isso acontecer, a luta de vinte e quatro anos para que o Brasil exporte a fruta para lá terá chegado ao fim. A previsão é que em outubro os japoneses já estejam recebendo os primeiros carregamentos. A manga é uma das maiores fontes de riqueza do Vale do São Francisco.

Noventa e seis por cento das exportações da fruta saem daqui. No ano passado foram vendidas ao exterior mais de trinta milhões de caixas. Em 2004, o número deve cair por causa das chuvas do início do semestre, que prejudicaram a produção. Mas a Associação dos Exportadores está otimista com a possibilidade de enviar ainda este ano quase um milhão de caixas da fruta para o mercado japonês. “Entrando no Japão abriremos mercado para que a manga do sertão possa ser comercializada em outros países do sudeste asiático”, diz Alberto Galvão superintendente da Valexport. Para o ano que vem, os produtores deverão ter uma nova aliada no controle à mosca da fruta: uma biofábrica, que custará sete milhões de reais.

O combate, que hoje é feito com inseticida, passará a ser de maneira biológica, com a própria mosca. “A Biofábrica irá produzir moscas do mediterrâneo que eliminam uma grande variedade de pragas que dizimam frutas tropicais, subtropicais e temperadas”, analisa Raimundo Sampaio, coordenador da ADAB, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia.