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Salitre - Etapa I

por Antônio Luiz de Oliveira Correa da Silva publicado 31/07/2018 18h34, última modificação 18/02/2021 18h02

Localização: Município de Juazeiro - BA – Submédio São Francisco
Polo de Desenvolvimento: Petrolina/Juazeiro
Área Irrigável: 5.099 ha
Área Ocupada: 5.099 ha (1.684 ha – lotes familiares; 2.772 ha – lotes empresariais; 643 ha – outros)
Fonte hídrica: Rio São Francisco
Vazão outorgada vigente: 79.606.800 m3.ano-1
Investimentos até 2019: R$ 868.444.741,88
Dados da infraestrutura: 41,57 km de canais; 159,5 km de drenos; 116,3 km de estradas; 6,38 km de adutoras; 6 estações de bombeamento (EB); e 8 reservatórios
Início de funcionamento: 1998

O PPI Salitre foi concebido em estudo de viabilidade para abranger 23.840 ha, sendo 5.585 ha na Área Chesf, 15.695 ha na Área Salitre e 2.560 ha na Área FAO. No Projeto Básico foi incorporada uma área de 5.370 ha, o que elevou a área para 29.210 ha. O Projeto Básico, realizado em 1998, define a captação de água no rio São Francisco por meio de uma estação de bombeamento, a qual lança a água para uma rede de adução formada por canis, inclusive trechos em tubulação e em aqueduto. Ao longo dessa rede estão previstas nove estações de bombeamento e nove reservatórios (CODEVASF, 1999; CODEVASF, 2014d).

Para efeito de construção, o projeto foi dividido em cinco etapas, sendo que a primeira etapa, já construída e em operação, é constituída de 255 lotes agrícolas destinados a pequenos produtores, que perfazem um total de 1.684,21 ha irrigáveis e 133,05 ha não irrigáveis e também de 67 lotes agrícolas destinados a empresas, que perfazem um total de 3.628,52 ha, sendo 2.771,55 ha irrigáveis e 856,97 ha não irrigáveis (CODEVASF, 1999; CODEVASF, 2014d).

Produção agrícola

 

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Figura 1: Evolução do Valor Bruto de Produção no projeto Salitre, entre os anos 2016 e 2019.
Fonte: Do autor, 2020.

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Figura 2: Principais espécies cultivadas de acordo com o VBP no projeto Salitre, no ano de 2019.
Fonte: Do autor, 2020.

Características da produção

O projeto Salitre é o mais jovem de todos os projetos da Codevasf, a produção teve início em 2010 e desde então tem evoluído gradativamente. Como pode ser observada na Figura 1, a área com as culturas temporárias, que são cultivadas como forma de garantir renda nos primeiros anos, tem reduzido enquanto a área com culturas perenes tem aumentado, principalmente nos lotes familiares. Em 2016 as culturas temporárias representavam 33% da área cultivada e 53% do VBP. Em 2019 essa porcentagem passou a ser de 17% e 23%, respectivamente.

Embora o melão ainda esteja entre as culturas mais expressivas, essa cultura já foi a principal responsável pelo VBP do projeto, representando 56% do total em 2011. Porém essa participação foi reduzindo ao longo dos anos, devido a implantação de cultivos permanentes e outras culturas temporárias, como a cebola, e hoje representa apenas 4% do VBP total.

Os principais cultivos do projeto são banana, cebola, cana-de-açúcar, manga, goiaba e coco, representando 27%, 18%,17%, 14%, 7% e 6% do VBP total, respectivamente (FIGURA 2).

A área empresarial vem crescendo nos últimos três anos e em 2019 representa 24% do VBP total do projeto (FIGURA 1).

Os principais sistemas de irrigação utilizados são gotejamento, superfície e microaspersão.

Potencialidades

Estima-se a geração de 3.601 empregos diretos e 5.402 empregos indiretos, com uma produção de 282.790 t de produtos em 2019.