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Betume

por Antônio Luiz de Oliveira Correa da Silva publicado 30/07/2018 18h54, última modificação 18/02/2021 17h15

Localização: Municípios de Neópolis, Ilha das Flores e Pacatuba - SE – Baixo São Francisco.
Polo de Desenvolvimento:
Baixo São Francisco
Área Irrigável:
2.860 ha
Área Ocupada:
2.860 ha (2.860 ha – lotes familiares)
Fonte hídrica:
Rio São Francisco, Riacho Betume
Vazão outorgada vigente:
 80.323.373 m3.ano-1
Investimentos até 2019:
R$ 43.907.240,87
Dados da infraestrutura:
148 km de rede de irrigação; 134 km de drenos, 88 km de estradas; 24,8 km diques, 9 estações de bombeamento (somente 4 para irrigação)
Início de funcionamento:
1978
Início da cogestão:
1998

Com a construção da barragem de Sobradinho, com vistas à regularização da vazão do rio São Francisco para garantir a geração de energia nas usinas hidrelétricas do sistema CHESF em 1973, ocorreu mudança no regime cíclico de enchentes e vazantes que propiciava a exploração agrícola de subsistência ao longo das suas margens. Dessa forma, visando mitigar os impactos negativos sobre o sistema de exploração agrícola afetado, foram equipados com infraestrutura de irrigação que permite o cultivo do arroz irrigado por submersão, com melhores padrões tecnológicos do que o sistema tradicional (SOUZA, et al, 2015).

O fato da barragem de Sobradinho ter desativado os meios de sobrevivência da população ribeirinha do Baixo São Francisco, obrigando ao poder público buscar alternativas para mitigar os efeitos negativos provocados, por si só, caracterizou estes projetos como de interesse social (BRASIL, 1997).

Os produtores do Betume residem em povoados situados na periferia do Projeto e em um núcleo habitacional construído pela Codevasf, onde se localiza o centro técnico-administrativo.

Produção agrícola

betume_ev.jpg

Figura 1: Evolução do Valor Bruto de Produção do projeto Betume entre os anos 2016 e 2019.
Fonte:
Do autor, 2020.

betume_pc.jpg

Figura 2: Principais espécies cultivadas no projeto Betume, de acordo com o VBP, no ano de 2019.
Fonte: Do autor, 2020.

Características da produção

 Há domínio absoluto do cultivo temporário, com a produção de arroz, praticado em todo o projeto (FIGURA 2). A área cultivada com essa cultura em 2019 foi de 4.671 ha, resultando em um VBP de R$ 14.135.630. Como mostra a Figura 1, em 2019 verificou-se um expressivo aumento no VBP, 47% em relação a 2018. Essa diferença foi causada por um aumento de 39% no preço da tonelada do arroz e de um aumento de 15% no total da área colhida.

Não há área de lotes empresariais no projeto.

O sistema de irrigação é o de superfície, em 100% da área. 

Potencialidades

 Estima-se a geração de 4.671 empregos diretos e 7.006 empregos indiretos, com uma produção estimada de 19.790 t de alimentos em 2019.