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Betume

por Antônio Luiz de Oliveira Correa da Silva publicado 30/07/2018 18h54, última modificação 03/05/2021 14h31

Localização: Municípios de Neópolis, Ilha das Flores e Pacatuba - SE – Baixo São Francisco.
Polo de Desenvolvimento:
Baixo São Francisco
Área Irrigável:
2.860 ha
Área Ocupada:
2.860 ha (2.860 ha – lotes familiares)
Fonte hídrica:
Rio São Francisco, Riacho Betume
Vazão outorgada vigente:
 80.323.373 m3.ano-1
Investimentos até 2020:
R$ 46.299.716,84
Dados da infraestrutura:
148 km de rede de irrigação; 134 km de drenos, 88 km de estradas; 25 km diques, 9 estações de bombeamento (somente 4 para irrigação)
Início de funcionamento:
1978
Início da cogestão:
1998

Com a construção da barragem de Sobradinho, com vistas à regularização da vazão do rio São Francisco para garantir a geração de energia nas usinas hidrelétricas do sistema CHESF em 1973, ocorreu mudança no regime cíclico de enchentes e vazantes que propiciava a exploração agrícola de subsistência ao longo das suas margens. Dessa forma, visando mitigar os impactos negativos sobre o sistema de exploração agrícola afetado, foram equipados com infraestrutura de irrigação que permite o cultivo do arroz irrigado por submersão, com melhores padrões tecnológicos do que o sistema tradicional (SOUZA; MAGNO; LEITÃO, 2015).

O fato da barragem de Sobradinho ter desativado os meios de sobrevivência da população ribeirinha do Baixo São Francisco, obrigando ao poder público buscar alternativas para mitigar os efeitos negativos provocados, por si só, caracterizou estes projetos como de interesse social (BRASIL, 1997).

Os produtores do Betume residem em povoados situados na periferia do Projeto e em um núcleo habitacional construído pela Codevasf, onde se localiza o centro técnico-administrativo.

Produção agrícola

Betume_VBP.jpg

Figura 1: Evolução do Valor Bruto de Produção do projeto Betume entre os anos 2016 e 2020.
Fonte: 
Elaborado com dados da CODEVASF, 2021.

Betume_culturas.jpg

Figura 2: Principais espécies cultivadas no projeto Betume, de acordo com o VBP, no ano de 2020.
Fonte: Elaborado com dados da CODEVASF, 2021.

Características da produção

 Há domínio absoluto do cultivo temporário, com a produção de arroz, praticado em todo o projeto (Figura 2). A área cultivada com arroz em 2020 foi de 4.665 hectares e a produtividade média foi de 8,62 t.ha-1 resultando em um VBP total de R$ 19,7 milhões.

O período analisado apresentou oscilações no VBP causadas por variações na área colhida e, principalmente, no preço do arroz. Em 2018 houve uma expressiva redução de 45% no VBP, causada por uma queda de 29% no preço da tonelada e uma diminuição de 15% na área colhida. Já em recuperação, em 2019 houve um aumento de 39% no valor da tonelada e de 15% na área colhida, gerando um aumento de 47% no VBP. Em 2020 houve um aumento médio de 7% na produtividade (t.ha-1) e de 27% no preço médio da tonelada, o que gerou um aumento de 33% no VBP total do projeto (Figura 1).

Não há área de lotes empresariais no projeto.

O sistema de irrigação é o de superfície, em 100% da área. 

Potencialidades

Estima-se a geração de 4.665 empregos diretos, 6.997 empregos indiretos e 1.586 empregos induzidos, com uma produção estimada de 21.865 t de alimentos e um VBP de R$ 19.778.114, em 2020.

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