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Ações ambientais revitalizam áreas do município de Correntina, no Médio São Francisco baiano

publicado: 23/06/2021 11h10, última modificação: 23/06/2021 11h10

Correntina 01A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) empreendeu serviços de substituição de fossas negras  por  fossas  sépticas de evapotranspiração e obras de estabilização de voçorocas às margens do rio Santo Antônio, nas comunidades Agrovila I  e  Santo  Antônio, no município de Correntina — situado na área de atuação da 2ª Superintendência Regional da Companhia, no Médio São Francisco baiano. O investimento do governo federal foi de R$ 180 mil.

As ações de revitalização ambiental foram divididas em dois lotes. No primeiro, foram construídas 55 fossas sépticas de evapotranspiração — 45 unidades na Agrovila I e 10 unidades na Vila de Santo Antônio, em casas mais próximas ao rio. Cada fossa séptica é composta por uma câmara anaeróbia interna que recebe o efluente do vaso sanitário. A superfície da fossa é preenchida com terra fértil, formando um canteiro para cultivo de plantas de folha larga, como a bananeira.

"A fossa séptica de evapotranspiração é um sistema fechado, ou seja, estanque, sem saída de água, que é absorvida pelas raízes das plantas e eliminada pelo processo de evapotranspiração. As fezes e urinas são decompostas, transformando-se em adubo e são absorvidas pelas plantas, sem que haja contaminação por coliformes e outros microorganismos", explica Manoel Nicolau, técnico da Unidade de Meio Ambiente da 2ª Superintendência Regional da Codevasf e responsável pelo projeto de fossas sépticas ecológicas.

Correntina 02No segundo lote de ações de revitalização em Correntina foram construídas bacias de captação  de  água  de enxurradas (barraginhas) para conter voçorocas. As voçorocas são desmoronamentos provocado por erosão subterrânea, produzida por águas pluviais que se infiltram com facilidade em terrenos de grande permeabilidade. Foram implantadas 68 barraginhas destinadas a interceptar o escoamento superficial de água da chuva proveniente de estrada vicinal e de pontos de drenagem natural localizados acima da voçoroca — o objetivo é diminuir o volume de água que chega até a mesma.

“Em meio às linhas de drenagem das enxurradas foram construídas as barraginhas, associadas a canais condutores em nível. Uma transborda, passa para a próxima, que também transborda, assim sucessivamente, interceptando e desviando a enxurrada dos pontos com maior risco de erosão no terreno. As barraginhas, construídas dessa forma, vão espalhando a água, evitando a concentração. Sem contar que a água vai infiltrando no solo, o que favorece a recarga do lençol freático e o retorno da vegetação”, explica Maurício Nascimento, técnico da Unidade de Meio Ambiente da 2ª Superintendência Regional da Codevasf, fiscal da ação e responsável pelo projeto de controle dos processos erosivos.

A Codevasf também empreendeu o plantio de cerca de 250 mudas em meio hectare de Área de Proteção Permanente (APP) do rio — o que integra os esforços de contenção de voçorocas — e construiu 390 metros de canais condutores de enxurrada. Além disso, houve ações de conscientização ambiental: campanha educativa com palestras e instalação de placas.

“Estamos muito felizes pelo impacto positivo que estamos tendo nessa área de mais ou menos 500 metros, onde antes só víamos areia. Hoje o rio está mais aberto, tem mais água no mesmo local. Onde antes só se via areia, já é possível ver as plantas”, diz Nice do Rosário, líder comunitária da Agrovila I. “Já está nascendo até um pequizeiro na área que foi assoreada, então é possível ver que está tudo se regenerando. Onde não tinha vida nenhuma, agora já está renascendo”, afirma Arnóbio Pereira, presidente da associação comunitária de Santo Antônio.