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Técnicos de Angola receberão da Codevasf diploma em aquicultura

O presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, realizará, na segunda-feira (28), às 15h30, na sede da 4ª Superintendência Regional da Codevasf, em Aracaju (SE), a entrega de diplomas para os dez técnicos angolanos que participaram da capacitação em aquicultura no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, em Neópolis (SE).
publicado: 24/01/2013 12h45, última modificação: 20/06/2018 17h15

O presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, realizará, na segunda-feira (28), às 15h30, na sede da 4ª Superintendência Regional da Codevasf, em Aracaju (SE), a entrega de diplomas para os dez técnicos angolanos que participaram da capacitação em aquicultura no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, em Neópolis (SE).

O curso foi fruto de um acordo de cooperação internacional firmado em julho de 2012 entre a Companhia e o Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e da Aquicultura (IDPAA), do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas da República de Angola. Entre as autoridades presentes ao evento, está o diretor geral do IDPAA, Nkosy Luyeye.

Durante a capacitação, que durou seis meses, os participantes receberam instruções sobre técnicas de propagação artificial e criação de peixes, conservação ambiental e limnologia (estudo científico das águas dos lagos e lagoas quanto às suas condições físicas, químicas, meteorológicas e biológicas).

A formação irá contribuir para que Angola opere centros de apoio à pesca, semelhantes aos administrados pela Codevasf, os quais, a princípio, têm o objetivo de atender à piscicultura familiar e promover o desenvolvimento da aquicultura daquele país.

Os técnicos serão responsáveis, ainda, por prestar assistência técnica e imprimir caráter comercial à pesca no país africano, atividade que hoje é desenvolvida em nível de subsistência na zona oceânica. Essas ações ajudarão a aquecer a economia nacional, que ficou muito prejudicada pela guerra civil que afligiu o país até 2002.


Incentivo à aquicultura - A Codevasf opera e mantém hoje sete Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura, sendo dois em Minas Gerais (Três Marias e Gorutuba) e na Bahia (Ceraíma e Xique-Xique), e um nos estados de Pernambuco (Bebedouro), Sergipe (Betume) e Alagoas (Itiúba). Além disso, a empresa participa da implantação de um Centro de Referência em Pesca e Aquicultura localizado em Parnaíba, no Piauí.

Esses centros são resultado da estruturação das antigas estações de piscicultura da Codevasf, executados por meio dos recursos do Programa de Revitalização das Bacias Hidrográficas, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Eles foram concebidos para servir de base para ações focadas no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias de reprodução, larvicultura e alevinagem de espécies de peixes nativas, como também de pesquisa e monitoramento da qualidade da água da bacia do São Francisco, produção de alevinos para o repovoamento de seus mananciais, fiscalização, educação ambiental, capacitação e gestão integrada dos recursos pesqueiros da bacia.

A infraestrutura básica dos centros é composta de laboratórios de limnologia (estudo das águas) e ictiologia (estudo dos peixes e reprodução artificial de peixes); viveiros para produção de alevinos; viveiros para reprodutores e matrizes, além de escritórios e depósitos. Juntas, essas unidades têm capacidade para produzir 23 milhões de alevinos por ano. Para operação e manutenção dos centros, foram investidos, no ano passado, recursos da ordem de R$ 2,9 milhões.

As atividades de pesquisa são destaque nos centros integrados, resultando em 1,2 mil publicações científicas. Foi nessas unidades onde se obteve, pela primeira vez no país, a reprodução artificial de 35 espécies nativas da bacia hidrográfica do São Francisco, como surubim, matrinxã e pirá. A unidade de Três Marias (MG), por exemplo, desenvolve essa atividade desde o final da década de 70 e, desde então, é referência internacional em estudos com peixes naturais do “Velho Chico”.