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Suspensa venda de bananas

Produtores do Distrito de Irrigação Formoso, na Bahia, decidiram em Assembléia Geral pela suspensão da venda de banana prata com preço inferior a R$ 10,00 a caixa
publicado: 12/02/2007 10h30, última modificação: 19/03/2007 10h32

Os produtores do Distrito de Irrigação Formoso, localizado em Bom Jesus da Lapa, Oeste da Bahia, distante 756 Km de Salvador, decidiram em Assembléia Geral, realizada no último dia 01, pela suspensão de toda e qualquer venda de banana prata com preço inferior a R$ 10,00 a caixa.

De acordo com informações disponibilizadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba - Codevasf, o período de suspensão será de 05 de fevereiro - onde foram montadas barreiras nas saídas do projeto para verificação do romaneio e das notas fiscais emitidas -, a 09 de fevereiro, podendo se prorrogar, caso não aconteça reação dos preços. Só serão emitidos Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) após a liberação pelo Distrito se a carga estiver dentro do padrão de preço aprovado pela assembléia.

Segundo Hugo Monteiro Rocha, gerente executivo do Distrito de Irrigação Formoso, atualmente o projeto tem um total de 7.000 hectares e desses 4.500 estão implantados com a cultura da banana. Nos últimos dias, a queda do valor da fruta vem caindo gradativamente, ainda assim, de forma acentuada. "O preço da banana Prata caiu de R$ 12,00 a caixa para R$ 3,00. Para a Nanica, o patamar se encontra a R$ 1,50", explica o gerente.

Para ele, o movimento tem o objetivo de conscientizar o produtor a manter o preço mínimo de R$ 10,00 a caixa do produto de primeira qualidade e, em torno de 60% deste valor para o de segunda. Hoje, é vendida em Bom Jesus da Lapa, uma média de 600 caminhões/mês de banana, o que significa cerca de 20 caminhões/dia.

Histórico - Em meados de 1991 para 1992 surgiram os primeiros plantios de banana no Projeto Formoso. A queda dos preços surgiu em conseqüência da entresafra e devido a pressão dos atravessadores. O comércio movimenta, aproximadamente, cerca de R$ 30 mi, ou seja, o distrito é responsável por boa parte da geração de empregos na região. "Somos, atualmente, o maior cliente da Coelba. Os preços baixos já estão refletindo no comércio da cidade. Nossos principais mercados são Salvador, Brasília e Goiânia", explica Hugo Rocha.

 

Fonte: Jornal A Tarde

Texto: Kelly Bessa