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Seminários de Piscicultura e Maricultura consolidam Alagoas como referência regional na área

Aquicultores, empresários e técnicos da área de aquicultura dos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Sergipe e Minas Gerais participaram dos três dias do V Seminário Alagoano de Piscicultura e do VI Seminário Alagoano de Maricultura, realizados pela Codevasf, Sebrae/AL e governo de Alagoas, por meio das Secretarias de Estado da Pesca e da Aquicultura (Sepaq) e do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande).
publicado: 06/09/2011 10h58, última modificação: 20/06/2018 17h11

Aquicultores, empresários e técnicos da área de aquicultura dos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Sergipe e Minas Gerais participaram dos três dias do V Seminário Alagoano de Piscicultura e do VI Seminário Alagoano de Maricultura, realizados pela Codevasf, Sebrae/AL e governo de Alagoas, por meio das Secretarias de Estado da Pesca e da Aquicultura (Sepaq) e do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande). O seminário foi realizado de 29 a 31 de agosto.

Durante os três dias do evento foram discutidos temas como a criação de distritos aquícolas no vale do São Francisco, o uso de ingredientes alternativos na produção de ração para peixes, arranjos institucionais para piscicultura e a viabilidade econômica de cultivo de espécies nativas da bacia do São Francisco na piscicultura.

“Todos esses temas discutidos já mostram elevado nível técnico dos seminários. As atividades aquícolas são importantes estratégias de geração de renda e trabalho. Por isso, a Codevasf continuará investindo para gerar valor agregado à atividade”, declarou o superintendente regional da Codevasf, Antônio Nélson de Azevedo, durante a abertura do evento, que contou com a participação de autoridades políticas e empresariais.

POLÍTICAS PÚBLICAS E TECNOLOGIA

No segundo dia do evento, a Codevasf apresentou os investimentos da Companhia na área de aquicultura. A apresentação foi realizada pela gerente substituta de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, Izabel Aragão, que destacou a implantação de Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura nos vales do São Francisco e do Parnaíba, a exemplo do Ceraqua São Francisco, localizado em Porto Real do Colégio (AL), como pontos estratégicos para Revitalização do Rio.

“Alagoas possui um grande potencial para a pesca e a aquicultura. A estratégia da Codevasf é que esse potencial seja utilizado para inclusão produtiva da população atendida pela empresa”, afirmou Izabel Aragão em sua exposição. Ela ainda acrescentou que por representarem uma importante fonte de renda e trabalho, o governo federal definiu as atividades aquícolas como uma das quatro priorizadas no eixo da inclusão produtiva do programa “Brasil sem Miséria”, que pretende eliminar a pobreza extrema do país.

No mesmo dia, o engenheiro de pesca da Codevasf, Álvaro Albuquerque, chefe do Ceraqua São Francisco, apresentou as espécies nativas do São Francisco com potencial de cultivo. “Das espécies nativas, podemos destacar o curimatã pacu, um peixe que cresce muito e possui um porte grande, o que o torna bastante procurando, especialmente na região do Baixo São Francisco, para cultivo em viveiros. Outras espécies também podem ser destacadas, a exemplo do surubim, da matrinxã e do piau”, explicou.

Finalizando a participação da Codevasf, o engenheiro de pesca da Companhia, Charles Fabian, lotado no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Xique-Xique (BA), apresentou elementos para caracterizar a piscicultura no vale do São Francisco. De acordo com ele, a região possui quase 11 mil tanques-rede produzindo cerca de 29 mil toneladas de pescado, considerando apenas a calha do rio, sem contar com os afluentes, distribuídos em todo o vale. Já a produção de pescado em viveiros escavados concentra-se, quase em sua totalidade, na região do Baixo São Francisco.

Ele ainda defendeu a utilização de canais de irrigação e outras obras hídricas, como reservatórios, para produção de pescado. “Esses espaços bem aproveitados podem gerar até 95 toneladas de pescado por ano. Temos os reservatórios de Sobradinho, Itaparica. Temos os canais de irrigação dos perímetros implantados pela Codevasf. É preciso aproveitar essas soluções e incrementar a aquicultura como atividade econômica viável para a região”, defendeu.

OUTRAS ATIVIDADES

No último dia do evento, o público presente contou com palestras de autoridades na área de aquicultura, como o professor Luis Gabriel Quintero Pinto, da Universidade Nacional da Colômbia. No primeiro dia dos seminários, foram realizados oficinas, minicursos e cursos. Além disso, houve a exposição de trabalhos de pesquisa e de produtos, como as biojóias, bolsas e sandálias produzidas pelas Associação de Artesãs de Couro de Tilápia (ACCT) de Piranhas (AL) a partir da pele dos peixes.

Também participaram da organização dos seminários o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Instituto Federal de Educação de Alagoas (Ifal), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Senac/AL e a Embrapa.