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Rizicultores sergipanos usam nova tecnologia na safra de verão 2010/2011

Os rizicultores dos perímetros irrigados de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume em Sergipe aderiram ao sistema Clearfield na implantação da safra de verão (2010/2011). A tecnologia é uma alternativa para o controle do arroz vermelho, principal erva daninha da cultura do arroz nas áreas infestadas.
publicado: 04/11/2010 15h37, última modificação: 20/06/2018 17h09

Os rizicultores dos perímetros irrigados de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume em Sergipe aderiram ao sistema Clearfield na implantação da safra de verão (2010/2011). A tecnologia é uma alternativa para o controle do arroz vermelho, principal erva daninha da cultura do arroz nas áreas infestadas. A utilização do método está sendo divulgada pela equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), contratada pela Codevasf, por meio de palestras nos perímetros do Baixo São Francisco sergipano, contando inclusive com a participação de alguns produtores dos perímetros do Baixo São Francisco alagoano.

No evento, os participantes são informados sobre a importância da nova tecnologia. Trata-se de uma semente de arroz que sofreu mutação genética (mutagênese). Ela atua contra todas as ervas daninhas durante aplicação de herbicida, inclusive o arroz vermelho, sem afetar contudo a lavoura de arroz.

Outro ponto de destaque na implantação da safra de verão 2010/2011 é o uso de sementes certificadas, que proporcionam melhor índice germinativo, maior produtividade e maior rendimento fabril. Nesse sentido, um grupo de produtores, reunidos e assistidos pela equipe de ATER, realizou a aquisição de 15 toneladas de sementes certificadas e próprias para a utilização no Sistema Clearfield, diretamente da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz – ACAPSA.

Para o chefe da Unidade de Apoio a Produção da Codevasf, engenheiro agrônomo Ricardo Martins, a utilização dessas tecnologias na região significa que o trabalho realizado pela equipe de ATER tem efeito positivo. “Isso faz com que a rizicultura do Baixo São Francisco sergipano torne-se cada vez mais uma atividade rentável e geradora de empregos, tendo em vista a possibilidade de agregar valor ao produto de melhor qualidade quando da sua comercialização”, explica.

A implantação da safra de verão 2010/2011 no Baixo São Francisco sergipano está em fase final. A área cultivada nos perímetros de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume é de 4.300 hectares, equivalente a 85% da área disponível para cultura do arroz.